quarta-feira, 30 de março de 2016

LIBERDADE E LIBERTINAGEM

Temos liberdade naquilo que o Senhor não fala na Palavra, porém até essa liberdade tem limites. Se eu não aplico a seguinte regra, incorro na libertinagem:

A FÉ LIMITA A MINHA LIBERDADE. O AMOR LIMITA MINHA CONDUTA.

Veja que nas coisas que o Senhor não dá mandamentos, ou seja, onde Ele não legisla, nós não podemos legislar. Podemos ter opiniões sobre essas coisas, mas nunca podemos dar mandamentos que Deus nunca deu.

Se eu tenho fé, eu posso ter liberdade nas coisas que o Senhor não ordena (bebidas, futebol, televisão, cinema e etc.). Se tenho plena convicção e nenhuma dúvida eu não peco, porém se tenho dúvidas não devo fazê-lo.

Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes. Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu. Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias.

Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.

Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus. Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua louvará a Deus. Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.

Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes o seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão. Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo. Pois, se pela tua comida se entristece teu irmão, já não andas segundo o amor.

Não faças perecer por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu. Não seja pois censurado o vosso bem; A fé que tens, guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque o que faz não provém da fé; e tudo o que não provém da fé é pecado.  Romanos 14:3,5,6,10-16,22,23

Portanto se eu tenho fé eu tenho liberdade, porém se eu amo eu limito a minha liberdade por amor aos irmãos. Portanto em Romanos 14 Paulo fala de opiniões e não entra no conselho de Deus.

Nessas questões de usos e costumes não há legislação bíblica estabelecida. A única regra é o amor. Não devo julgar o meu irmão que faz uso de algo que para mim é inconcebível, e nem devo rejeitar aquele que não usa. Minha atitude deve ser de amor.

PERGUNTAS PARA FAZERMOS A NÓS MESMOS ANTES DE USAR DE ALGUMA LIBERDADE.
ISTO É LÍCITO? I Coríntios 10:23
ISTO EDIFICA? I Corintios 10:23b
ISTO ESTÁ ME DOMINANDO? I Coríntios 6:12b
ISTO GLORIFICA A DEUS? I Coríntios 10:31
ESTOU BUSCANDO MEU PRÓPRIO INTERESSE? I Coríntios 10:32,33
PROVÉM DE FÉ? Romanos 14:23
PROVÉM DE AMOR? Romanos 14:21

JESUS ESCANDALIZOU?
Não! Escandalizar é levar alguém a fazer algo sem ter fé. II Coríntios 6:1-4.

Devemos manter uma postura madura de ambos os lados: Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu. Romanos 14:3

sábado, 26 de março de 2016

Ele Ressuscitou Mesmo!
Quando o apóstolo Paulo resumiu coisas “de maior importância”, ele usou verbos e não substantivos para identificar o que é essencial na fé cristã. O Messias morreu... foi sepultado... ressuscitou...apareceu – tal qual diziam as Escrituras (1 Cor 15:1-8). E assim como esses eventos são a basa da fé, vida e ensinamento cristão, a ressurreição de Jesus Cristo dá significado a esta sequência de eventos.
Se Jesus não tivesse ressuscitado, sua morte poderia trazer tristeza, mas não alcançaria nossa redenção. Se ele foi sepultado significa que ele realmente morreu. Se ele reviveu depois de morrer, alguma nova ordem de vida deve ter começado. Não é de admirar que o depoimento de muitas testemunhas que o viram vivo – em várias condições, estados mentais e variedades de circuntâncias – tornou-se a base para marcar a história dali em diante, de acordo com o relacionamento temporal com a vida terrena deste homem.
A lógica é clara. Jesus está morto, seus amigos o vêem sendo sepultado, mas antes que o fim de semana acabe, seu túmulo é encontrado vazio. Depois, para a surpresa deles, pessoas em diferentes locais começam a se encontrar com Jesus, que os assegura de que ele está vivo e de que eles não estão vendo um fantasma.

A ressurreição de Jesus não é uma experiência espiritual e sentimental, com borboletas, coelhinhos e flores da primavera. Não é um cumprimento imaginário de um desejo antigo mas suprimido; não é uma técnica literária de ficção simbolozando um novo começo psicológico. É um evento histórico que ocorreu neste universo criado e que abriu uma porta de dimensões de vida e realidade que nem podemos imaginar.
Jesus não voltou da morte, como se ele tivesse colocado seu pé numa poça de água e tirado-o imediatamente. Ele passou pela morte com todo o seu perigo e trevas – passou por ela até o outro lado, para uma nova vida nunca experimentada antes.
A primeira geração de apóstolos e evangelistas não saiu proclamando uma nova religião, uma igreja especial, uma lei diferente, nem mesmo céu e inferno, e como ganhar um e se livrar do outro. Não, eles relataram a história de Jesus de Nazaré – o qual os homens assassinaram, mas Deus ressuscitou; o qual foi rejeitado pelos homens, mas exaltado por Deus; cuja ressurreição comprovou Jesus como Messias, autenticou-o como Salvador e identificou-o como futuro juiz.
Ao longo de todos os textos cristãos mais antigos contidos na Bíblia, a ressurreição de Jesus se destaca como a pedra fundamental, o manancial, o compasso, da qual e pela qual tudo que é importante flui, ou é alcançado, ou é compreendido. Traz à luz o desejo de Deus para todo o seu povo e toda a sua criação, e mostra seu poder que tornará tudo aquilo possível.
Ao nos reunirmos nesta Páscoa, congratulemo-nos uns com os outros, destemidamente, afirmando “Jesus ressuscitou!”, e respondamos “Ele ressuscitou mesmo!” E nos alegremos grandemente e demos graças a Deus com todo nosso coração.

quarta-feira, 23 de março de 2016

“O perigo de deixar de congregar”
Uma atitude comum em nossos dias é considerar a participação no culto como sendo algo secundário e até desnecessário para a vida cristã.
Mas esse não era o entendimento e a pratica dos primeiros cristãos, conforme relata o Livro de Atos: “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” (At 5.42).
Eles se reuniam diariamente e sabiam que o reunir-se liberava um grande poder espiritual, por isso “diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (At 2.46).
Em nossos dias, pessoas ficam semanas sem participar do culto e parecem não sentir falta alguma. Outras ficam meses sem participar da ceia e acham isso normal. Mas, definitivamente, não é normal, não é o padrão de um crente vencedor.