segunda-feira, 29 de março de 2010

A Igreja Evangélica no Brasil hoje não cresce, incha.


Dirigente da Igreja Cristã Nova Vida, Walter McAlister fala do legado do pai e constata que a fé evangélica mudou muito

Por Carlos Fernandes
Durante muitos anos, a voz de sotaque inconfundível foi familiar aos crentes brasileiros: “Que Deus os abençoe rica e abundantamente”, dizia o fundador da Igreja Pentecostal de Nova Vida pelas ondas da Rádio Relógio Federal. O missionário canadense Robert McAlister, carinhosamente conhecido no Brasil como bispo Roberto, teve papel destacado na inserção do Evangelho entre as classes médias urbanas. A denominação que fundou ajudou a mudar o conceito da sociedade acerca dos evangélicos – e, passados dezesseis anos de sua morte, seu legado é incontestável. “Ele deixou um exemplo de seriedade e valorizou a vocação pastoral”, diz, com orgulho, seu filho e sucessor no ministério, Walter McAlister Jr.
Mas os tempos e a Igreja Evangélica são outros. E Walter, mais do que ocupar o púlpito que um dia foi de Roberto, hoje é um analista do segmento no qual nasceu, cresceu e construiu sua carreira ministerial. Aos 53 anos, o bispo está lançando O fim de uma era (Anno Domini), livro no qual fala como observador e participante ativo do movimento evangélico nacional, com todas as suas facetas, crises e paradoxos. Mas a experiência própria não é a única credencial que ostenta – Walter, nascido nos Estados Unidos e naturalizado brasileiro, tem uma sólida formação acadêmica e teológica, que inclui os cursos de graduação e mestrado em disciplinas como psicologia e estudos bíblicos na América do Norte. Ordenado ministro do Evangelho em 1980, ele hoje é o bispo primaz e presidente do Colégio dos Bispos da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida, entidade que agrega 140 congregações.
O quadro que emerge de seu livro não é animador. Walter prevê o fim da Igreja – não o corpo místico de Cristo, que segundo ele “nunca falirá”, mas o atual conceito de igreja no Brasil. “A Igreja Evangélica hoje não cresce, incha. A diferença é que um corpo, quando cresce, mostra saúde; já o inchaço é sintoma de alguma doença”, aponta. Como outros indícios desse mal, o bispo aponta a superficialidade, o mundanismo, a falta de ética e a corrupção. “Aliás, no que tange à corrupção do mundo secular, ela em pouco difere da que se alastra nos meios cristãos”, lamenta. Durante esta conversa com CRISTIANISMO HOJE, Walter McAlister admitiu que lhe dói o coração ver a situação da Igreja contemporânea: “Queria ser mais gentil. Mas há momentos em que se faz necessário e urgente dizer a verdade dura, mesmo que isso nos custe muito.”
CRISTIANISMO HOJE – Em O fim de uma era, o senhor analisa a Igreja contemporânea, e o quadro que traça não é nada animador. Trata-se de uma instituição falida?
WALTER MCALISTER – Não, a Igreja nunca falirá. Ela é o corpo de Cristo e consegue sempre atravessar os séculos, mesmo que seja por meio de um remanescente fiel. Mas O fim de uma era trata do conceito atual de igreja no Brasil, e este sim, está prestes a falir. Ela está à beira de uma série de mudanças que serão percebidas como o fim, se não da Igreja como um todo, certamente de um “sonho” ou de um ideal que hoje ocupa o imaginário cristão.
No livro, o senhor chega a falar até mesmo do fim do atual modelo de cristianismo ocidental. Caso esteja certo em seu prognóstico, o que virá depois dele?
Historicamente, o que geralmente se segue a épocas como a nossa é um período de perdas, perseguições e desencanto. Os que se preparam para tais épocas promovem reflexão, semeando para uma nova era de vigor e devoção. Em primeira instância, haverá muito choro, revolta e medo. Haverá quem vá perguntar o que deu errado e os que se calarão, pasmos pelas perdas. Muitos fugirão dos líderes desacreditados. As coisas podem piorar ainda mais. Mas há sempre a possibilidade de renovação em meio aos escombros. O remanescente fiel se voltará para Deus em oração. Haverá redutos de oração intercessória, contrição e comunhão.
Alguns demógrafos preveem que os crentes poderão ser metade da população nacional já por volta da década de 20 deste século. Poucas nações do mundo experimentaram avanço tão notável de um segmento religioso na história contemporânea, fato que é muito festejado por líderes evangélicos – e criticado por outros tantos, que não têm enxergado qualquer mudança significativa na sociedade a partir dessa maior presença evangélica. É um paradoxo?
A Igreja Evangélica no Brasil hoje não cresce, incha. A diferença é que um corpo, quando cresce, mostra saúde; já o inchaço é sintoma de alguma doença. A qualidade da nossa devoção coletiva caiu muito, embora os nossos números tenham crescido. Os que não veem mudança estão equivocados. Mudou muita coisa, sim. No livro, mostro que tanto a sociedade quanto a Igreja Evangélica visível se tornaram mais superficiais, mais fascinadas pelos meios, mais gananciosas – e ficaram menos éticas e menos sérias. Aliás, no que tange à corrupção do mundo secular, ela em pouco difere da corrupção que se alastra nos meios cristãos.
Cada vez mais pessoas famosas, como artistas e celebridades, têm frequentado igrejas, mas essa alegada conversão parece não interferir em seu comportamento. Qual o preço disso para a fé evangélica?
A fé foi banalizada e transformada numa filosofia vazia. Em grande parte, a Igreja perdeu a sua alma. O fato de celebridades afirmarem conversão sem o necessário fruto de arrependimento é o resultado direto, e mais visível, de uma distorção da mensagem cristã. Afirmar que uma profissão pública de fé é o suficiente para que alguém se considere salvo reduz o conceito da salvação a um momento de decisão apenas. Mas Tiago disse que fé sem obras é morta. Muitos chegarão a Cristo, no último dia, fazendo uma “profissão” de fé. Mas obterão uma resposta condenatória, por eles terem praticado o mal. Paulo disse que o justo viverá pela fé, mas também disse que haverá ira e indignação para os que são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça, conforme Romanos 2.7 e 8.

O senhor aponta os líderes evangélicos como grandes responsáveis pela crise da Igreja. Qual a sua avaliação sobre a liderança evangélica brasileira?
A liderança evangélica brasileira reúne de tudo um pouco. Ocupamos um espectro largo, que vai dos mais corruptos e hipócritas aos mais piedosos e angustiados com a situação atual. Há homens muito bons no Brasil que querem servir ao Senhor, mas são pressionados, qual Arão, a fabricar bezerros de ouro para agradar o povo e garantir, por exemplo, uma reeleição a seu posto. Mas também há lideres que vendem seus púlpitos a agendas políticas, ou pior, traem sua vocação sacerdotal se candidatando pessoalmente a cargos eletivos. Há mercantilistas que usam o Evangelho como desculpa para vender seus produtos na TV, enriquecer ou obter benesses de poderosos. Para eles, a Bíblia é um pretexto e não uma autoridade. São pessoas equivocadas ou corruptas, que criam igrejas vaidosas, vazias e superficiais. Por outro lado, há homens que se dedicam, de corpo e alma, ao serviço do povo de Deus. Não são famosos, mas estão dando sua vida em prol do rebanho do Senhor.
Por que a Igreja contemporânea tem abandonado temas antes considerados inegociáveis, como arrependimento, justificação pela fé, juízo de Deus, céu e inferno e segunda vinda de Cristo?
Porque essas não são mensagens populares. Elas incomodam aqueles que procuram na fé apenas um meio de alcançar bem estar. Somos uma civilização narcisista, uma sociedade que define o mundo a partir da sua própria vontade. Como já aconteceu inúmeras vezes ao longo da história da Igreja, a proclamação do Evangelho hoje rende-se muitas vezes às questões do dia a dia, da moda ou dos anseios da sua geração.
E quanto aos assuntos básicos da fé e da prática evangélica, como batismo, liturgia e pecado? Na sua opinião, as igrejas têm falhado no ensino?
A Igreja sofre, de modo geral, de um analfabetismo bíblico e teológico, bem como uma miopia histórica surpreendente. Pelo nível de ignorância bíblica que percebo na maioria dos cristãos, associado à ausência de piedade demonstrada pelo povo de Deus, eu diria que alguém está deixando a dever. Esse problema não acha sua fonte no rebanho, mas nos pastores. É bom lembrar que foram os líderes das sete igrejas do Apocalipse que foram cobrados pela condição dos rebanhos.
Evangélicos sempre criticaram católicos por suas concessões à religiosidade popular e às superstições religiosas. A Igreja Evangélica brasileira pratica hoje uma fé sincrética?
Sem dúvida! No que diz respeito à religiosidade popular, já ultrapassamos os católicos. Aliás, de uns tempos para cá, os católicos até estão copiando as nossas práticas populares.
É possível falar-se em unidade do Corpo de Cristo diante da infinidade de igrejas e denominações que existem hoje?
A unidade do Corpo de Cristo não é um projeto, é um fato. Ao mesmo tempo, Paulo disse que é necessário que haja divisões entre nós para que os aprovados sejam conhecidos, conforme I Coríntios 11. Logisticamente, a união institucional é impossível; sempre foi assim, desde a Igreja do primeiro século, com todas as suas divergências e ramificações. Todavia, há uma só Igreja. Quem a vislumbra como um todo vê algo estranhamente animador: há membros da Igreja invisível atuando em todos os arraiais. Há pessoas piedosas, devotadas a Cristo, com todos os seus defeitos, erros de doutrina e diferenças, que estão contribuindo para o crescimento do Reino de Deus.
Por que a evangelização clássica, aquela da visitação a lares e hospitais, dos cultos ao ar livre e do evangelismo pessoal, foi abandonada pelas igrejas?
Bem, não estou ciente de tal abandono. Há ainda muitas igrejas que visitam lares e realizam evangelismo em hospitais ou prisões. Acontece que a comunicação vem sofrendo uma revolução incrível. Talvez, no caso de cultos ao ar livre, eles tenham sido substituídos por novas formas de proclamação. Mas concordo que não há o mesmo zelo por almas perdidas que vi quando jovem. Talvez tenhamos nos tornados frios e sem compaixão pelos que estão se perdendo. É um fato triste e denuncia o esfriamento do nosso amor, inclusive pelo Senhor.
Pode-se dizer que o neopentecostalismo é um movimento de fé genuinamente evangélico?
Antes de tudo, é fundamental aqui definirmos bem os termos evangélico e neopentecostal. Primeiro: o termo neopentecostalismo não é para mim um conceito cronológico, no sentido de um movimento que evoluiu com o passar do tempo a partir do pentecostalismo e que, por isso, configuraria uma nova etapa do pentecostalismo. Nada disso. Quando falo de neopentecostalismo, refiro-me a algo que evoluiu a partir da invasão de valores neoliberais e materialistas na periferia do antigo pentecostalismo. O que resultou dessa mutação é uma espiritualidade formada em função de valores e anseios seculares, mundanos.
O que deu certo e o que deu errado no neopentecostalismo brasileiro?
O que deu errado é que eles acabaram formando valores anticristãos e levam pessoas a segui-los. Nesse caso, expandir esse tipo de fé não é nenhum mérito – na verdade, é um problema. O que deu certo – e eu não diria que “deu certo”, mas que funcionou – para o neopentecostalismo foi atender certos anseios das massas, no que se refere aos desejos dessa geração, e oferecer soluções fáceis, como qualquer profissional de marketing faria. O povo se sente explorado, impotente e vitimado. Assim, a oferta de uma certa ilusão de poder adquirido é tudo o que o povo quer. Por isso, os neopentecostais crescem numa velocidade impressionante.
A fé como produto de consumo, onde a bênção está diretamente ligada à atitude do devoto diante da organização religiosa, é a ênfase na mídia produzida pelos grupos evangélicos, particularmente na TV. É uma maneira legítima de divulgar a fé?
De forma alguma; é antibíblica, pois Deus fica em segundo plano, enquanto o cliente – o necessitado – fica em primeiro. Em vez de pregar submissão a Deus e confiança na sua vontade, que pode até se manifestar por meio de cura ou resposta a oração, vemos o benefício proclamado como o bem principal. Isso é idolatria. Além do que, a televisão em si é um meio comprometido e incapaz de formar conceitos cristãos. A presença de pastores na televisão é equívoco. Um equívoco bem-intencionado, mas ainda assim um equívoco.
A Igreja Cristã Nova Vida é neopentecostal?
Não a considero neopentecostal, como muitos a classificam, pois ela nem de longe compactua com esses valores e anseios. Somos “neo” por termos sido fundados há pouco tempo, em termos históricos, e somos “pentecostais” por crermos na continuidade dos dons manifestados no dia de Pentecostes. Mas não somos neopentecostais, pois rejeitamos essa espiritualidade mundana e todas as suas práticas. Na verdade, as origens da Igreja Cristã Nova Vida se reportam à Rua Azuza, em Los Angeles, em 1906. Meu tio-bisavô, R.E. McAlister, levou a mensagem pentecostal de lá para o Canadá, onde ajudou a fundar as Assembleias de Deus canadenses. Seu sobrinho, Walter – meu avô –, foi superintendente nacional durante os anos 50 e o filho dele, Robert, foi o nosso fundador. Fomos fundados, então, em cima dos firmes alicerces de Azuza e não de movimentos análogos posteriores. Assim, meu pai não “brotou” no Brasil com uma nova teologia inventada; ele deu continuidade à teologia clássica que vinha se desenvolvendo em seu país desde o avivamento de Azuza.
Seu pai, carinhosamente chamado pelos crentes brasileiros de bispo Roberto, teve participação direta na explosão do neopentecostalismo. Diversos líderes dessa corrente – Edir Macedo, fundador da Igreja Universal; Romildo Soares, que deu origem à Igreja da Graça; e Miguel Ângelo, da Cristo Vive – são oriundos da Igreja de Nova Vida e foram seguidores de Roberto. Olhando agora em perspectiva, como o senhor avalia este legado? Acha que o bispo McAlister cometeu equívocos em sua trajetória ministerial?
Todos cometem equívocos. Mas qualquer pessoa com um mínimo de informações não estereotipadas e superficiais sobre o bispo Roberto sabe que não se pode atribuir as práticas neopentecostais negativas aos equívocos do meu pai. Veja que muitos ex-católicos fundaram seminários evangélicos conceituados, mas ninguém aponta o papa como pai desses seminários. Ora, do mesmo modo, é um equívoco apontar meu pai como ligado diretamente a esses movimentos. O fato de a Nova Vida ter sido o lugar onde esses líderes começaram sua jornada cristã não faz de meu pai seu mentor. Basta ler seus livros, como O encontro real, Dinheiro – Um assunto altamente espiritual e Bem-vindo ao Reino de Deus, entre outros, para perceber que, mais de trinta anos atrás, ele já denunciava como negativas as práticas que depois se tornariam tão conhecidas e associadas ao mundo neopentecostal.
Por que a Nova Vida dividiu-se em duas correntes?
Porque houve quem não concordasse com a direção que dei à denominação após a morte de meu pai. Houve ainda quem vislumbrasse outro para sucedê-lo como primaz. Eles estavam no seu direito de achar isso.
Isso não foi resultado da descentralização administrativa, já que cada igreja local recebeu autonomia?
Bem, vamos considerar que ajuntamento de facções não constitui união. Ao darmos independência, cada um pôde escolher pertencer ou não. A união tornou-se muito mais legítima, uma vez que passou a ser uma questão do coração e não de um nome em comum apenas. A Igreja Cristã Nova Vida é uma associação voluntária de igrejas independentes, que afirmam o bispo primaz como o seu pastor. Mas cada pastor opta livremente por seguir minha liderança, que é pastoral em palavra e exemplo. Os líderes que não desejam continuar a andar conosco estão perfeitamente livres para sair, sem perder pensão ou plano de saúde, nem tampouco a sua igreja. A minha atuação, assim como a do Colégio de Bispos, funciona como numa igreja local – só que os nossos membros são ministros ordenados. Nós velamos pelo bem estar de cada pastor, pela ética, pela harmonia doutrinária e pela transparência e a responsabilidade fiscal. Os que desejam andar conosco empenham sua palavra de viver dentro desses parâmetros, afirmados anualmente na assinatura da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida.
Uma reunificação das diferentes vertentes hoje faria sentido?
Isso não me parece plausível. Uma reunificação teria de passar pelas mesmas questões que nos separaram desde o início. Hoje existem muitas “Novas Vidas”, igrejas que saíram de nós e de algum modo mantêm o, digamos, sobrenome por se reportarem ao bispo Roberto como fundador. Não há planos para reunificá-las. Acho que seria como querer transformar o português, o espanhol e o francês novamente em latim. Muito tempo passou, doutrinas foram reavaliadas, posturas foram firmadas e cada linha de atuação acabou por se distanciar das outras. Embora tenhamos esse mesmo sobrenome, somos igrejas realmente diferentes.
As diferenças entre igrejas tradicionais e pentecostais já não têm a mesma diferença de outros tempos. É como se houvesse uma terceira via teológica, misturando as características dos dois grupos. O senhor acha isso bom ou ruim?
Para responder, é preciso analisar caso a caso. Há igrejas tradicionais que realizam cultos nos moldes neopentecostais. Não creio que isso seja benéfico. Pelo contrario, é um modus operandi esquizofrênico, pois nos cultos tradicionais essas pessoas abraçam as máximas da tradição, mas em determinados momentos abandonam essas máximas para desfrutar de métodos neopentecostais. Por outro lado, há pentecostais que estão se reavaliando. E, consequentemente, buscando trazer do passado práticas e noções bíblicas e benéficas que claramente foram perdidas durante a ruptura entre os tradicionais e os pentecostais, para não falar da ruptura que houve durante a Reforma Protestante. Concordo que houve uma mistura e creio que cada igreja seria muito bem servida pelos seus lideres se voltasse a valorizar suas próprias origens. Afinal, uma tradição não é uma prisão, e sim um lar.
O senhor diz em seu livro que se sente solitário no ministério. Quais os reflexos dessa solidão na vida de um ministro do Evangelho?
Essa solidão nos remete ao silêncio e a uma reavaliação constante de motivações. Ou vivemos perante a face de Deus intencionalmente ou buscamos nos outros a justificação de nosso ministério e nossa vida. O primeiro é um caminho difícil, mas necessário. O segundo é vaidade e correr atrás do vento.

domingo, 14 de março de 2010

Mornos Espirituais


Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca (Ap. 15).
        Qual era o problema da igreja em Laodicéia? Jesus dá o diagnóstico: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca (Ap. 15). É a única vez na bíblia toda que alguém é capaz de provocar náuseas em Deus, a ponto de ser vomitado. A igreja havia se tornado tão inútil, que Jesus estava quase a ponto de vomitá-la da sua boca. É o caso daqueles que freqüentam os cultos, ouvem a mensagem, são amigos do pastor, fazem uma oferta aqui e ali, vão num mutirão, a um acampamento da igreja, mas nada de compromisso sério com Cristo, suas vidas são tão velhas e ímpias quanto antes.Esses são os "crentes" mornos e estão sempre tentando esconder isso. Mornidão espiritual é uma crônica indiferença para com as realidades espirituais. Um crônico desinteresse para com qualquer reunião de oração, leitura da bíblia, ou para com a vida de comunhão. Qualquer um de nós pode ser atingido pela mornidão espiritual. Não é que a pessoa abandonou a fé, na aparência é como se ela estivesse bem; ela sabe que não está bem, mas esconde isso de todo mundo.
 

Sinais que aparecem quando a mornidão ataca uma pessoa.

- As coisas de Deus – as disciplinas espirituais, são feitas na medida da conveniência. Quando é possível, quando não atrapalha, quando tudo já estiver terminado, quando não houver mais nada para fazer, e ainda resta alguma vontade.
- A participação dessa pessoa morna é mínima nas atividades da igreja. E quando ela vem, o alimento espiritual não lhe parece apetitoso. Aquela vinda à igreja se torna o prato da crítica, da murmuração, da fofoca, da insubmissão o resto da semana.
- A falta de comunhão com Deus começa a refletir-se no seu relacionamento com as outras pessoas. A intolerância, a falta de perdão, a impaciência, a crítica injusta, a rebeldia, a arrogância, o egoísmo passam a dominar as atitudes dessa pessoa atacada pela mornidão espiritual.

         Um fato interessante, é que o crente morno não é morno para tudo. Ele não é morno para o seu trabalho; não é morno para o seu divertimento; não é morno para o seu time de futebol; não é morno para o seu ídolo musical; não é morno para a Internet; não é morno para a academia; não é morno para o futebol no final de semana; enfim: ele não é morno para as suas paixões mundanas.
         A mornidão ataca apenas uma área da sua vida – a espiritual. Deus acaba se cansando dessa náusea diante dEle e literalmente vomita o crente morno. É por isso que alguns crentes desaparecem prematuramente.
         Alguém pode perguntar: como é que um crente, e mesmo uma igreja inteira pode ser acometida de mornidão espiritual? Tudo começa com um equivocado sistema de medição. Eles confundiam sucesso material com maturidade espiritual.
Jesus disse como isso ocorria:

"pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma..." (Ap. 3:17).
 
        Jesus, na parábola do semeador disse: As sementes que caíram no meio dos espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida aumentam e sufocam essas pessoas. Por isso os frutos que elas produzem nunca amadurecem. (Lc 8:14).
         Riqueza, felicidade, bens materiais, divertimento, jamais facilitou o crescimento espiritual do crente. Jamais. Quanto mais você tiver, mais difícil será a sua entrada no reino de Deus.
         Quanto mais fácil for a sua vida material, mais difícil será o seu caminho para o centro da vontade de Deus, mais difícil será desenvolver a sua salvação. É por isso que você vai encontrar poucos, pouquíssimos ricos no céu.
         Jesus foi muito honesto com a igreja de Laodicéia: Vocês dizem: ‘Somos ricos, estamos bem de vida e temos tudo o que precisamos.’ Mas não sabem que são miseráveis, infelizes, pobres, nus e cegos. (Ap. 3.17).
         Você consegue imaginar uma pessoa nessas condições? Pode imaginar o retrato de uma igreja nessas condições? Mas era assim que eles eram vistos aos olhos de Jesus. Antes de Laodicéia encontrar o Juizo de Deus, ela encontrou o mensageiro de Cristo. Jesus usou um ‘anjo’, um mensageiro de boas noticias.
         Deus sempre está disposto a mandar um mensageiro na frente do juízo. Se alguém ouvir o mensageiro, não precisará enfrentar o juízo. Obedeça a mensagem, valorize o mensageiro.
         Livre-se da tolerância, para com o pecado da indiferença. Para ser curado você precisa antes de tudo ver isso como uma transgressão da Lei de Deus. Jesus disse que o grande mandamento é: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Não amar é transgredir. Transgredir é pecar. Sem confissão de pecados, não há cura.
         Se você está cansado de ser morno, se você está sentido que o deserto está lhe sufocando, então venha a Cristo e diga: ó Senhor, tu amaste a igreja de Laodicéia, então, ajuda-me também!
Arrependa-se. O verdadeiro arrependimento não é medido pelas lagrimas derramadas, mas pela mudança da direção dos passos. É mudança de paradigma, mudança de mente, mudança de atitude.
         Portanto, aconselho que comprem de mim ouro puro para que sejam, de fato, ricos. E comprem roupas brancas para se vestir e cobrir a sua nudez vergonhosa. Comprem também colírio para os olhos a fim de que possam ver. (v. 18).
         O verdadeiro ouro é o relacionamento com Deus – entre Pai e filho. A verdadeira roupa é a justiça de Cristo que nos cobre de toda a injustiça. A verdadeira medicina para os olhos é o discernimento espiritual para julgar todas as coisas como elas de fato são.
Quando dizemos que a nossa missão é transformar vidas, mas não comparecemos nas reuniões de oração semanais alegando falta de tempo, porventura não é isso provocar o zelo de Deus? Quando dizemos que assumimos o nosso compromisso diante de Deus de sustentar a sua obra com o nosso dízimo e nossa oferta, e muitas vezes desviamos esse dinheiro para nossas próprias coisas, não é o zelo de Deus que provocamos?
         Aqui vai uma advertência. Nós não estamos brincando de igreja, estamos lutando pela salvação de nossas almas e pela salvação dos perdidos. Tome uma posição! Obedeça! Volte-se para Cristo, arrependido de toda indiferença, de toda frieza nas coisas espirituais, pedindo ouro, linho fino e colírio para os olhos da fé.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Aprendendo a Confiar no Senhor!

"eu porem confiarei no Senhor, esperarei no Deus da minha salvação o meu Deus me ouvirá. ó inimigo meu, não te alegres a meu respeito, ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei, se morar nas trevas o senhor será a minha Luz" (Miquéias 7: 7-8)

Creio que podemos entender que este versículo bíblico nos dá uma aula de Fé e mais, este versículo ainda nos ensina a esperar e a confiar no Senhor.
As vezes passamos por dificuldades “tão grandes” que fazem balançar a nossa Fé, começamos a “achar” que Deus se esqueceu de nós, ou que talvez Ele ande tão ocupado com outras coisas que não esta prestando atenção as nossas dificuldades.
Eu posso afirmar que é ai que mora o perigo, pois nestas situações aqueles que já são cristão acabam se desviando dos caminhos do Senhor e aqueles que conhecem Jesus apenas de ouvir falar acabam indo buscar soluções em falsos gurus, ou então acabam se enveredando pelos caminhos dos vícios.
Muita gente nos dias de hoje anda deprimida, angustiada, ansiosa, muitas pessoas já começam este ano de 2010 enfrentando dificuldade, triste, sem esperança e muitas das vezes elas nem mesmo entendem o por que de se sentirem desta maneira, “angustiadas e sem esperança” apenas se sentem assim, acordam pela manhã e uma tristeza que parece brotar da alma invade o seu coração, então vem a angustia que acaba invadindo todo o ser nos tomando por completo e na maioria das vezes nem entendemos o porque de estarmos assim quanto mais conseguir explicar tais sentimentos.
A verdade é uma só, o vosso inimigo, o diabo, tem tramado contra a sua vida e quer te ver assim angustiado, deprimido com depressão, com síndrome do pânico, pois desta forma você não tem forças para lutar, porque desta maneira a sua Fé e a sua confiança em Deus acabam por desaparecer, você busca soluções clinicas, psíquicas e até alguns gurus, hoje em dia é moda, signos, cromoterapia, quiromancia, etc.
Eu mesmo comecei este ano de 2010 um tanto angustiado devido alguns problemas ocorrido comigo e minha família no final de dezembro, eu ainda tenho vivido momentos angustiantes, porém tenho orado a Deus e pedido para Ele não permitir que a minha Fé, Esperança e Confiança nele desfaleça por que eu entendo que se isso ocorrer ai realmente estarei vencido e derrotado pelo inimigo.
O versículo do inicio desta mensagem é o que nos Ensina a Confiar em Deus, e como devemos agir
Muitas vezes o inimigo age em nossa vida lançando suas setas malignas contra nós, tentando nos enfraquecer, para o inimigo de nossas almas é sempre mais fácil lutar com soldados fracos, desmotivados e sem resistência do que com soldados fortes e armados “ó inimigo meu, não te alegres a meu respeito” está é a frase que devemos decorar para repetir para o nosso inimigo quando ele esta lançando suas setas contra nós, contra você
Muita gente não acredita em Deus, (da mesma forma que eu, alguns me acham fanático), o que é um erro, mas também existe muita que não acredita no diabo, muita gente apenas acredita que existe uma força do bem e uma força do mal, assim como mostra em vários filmes e alguns até dizem: No poder da sua mente você pode tudo. Será que podemos mesmo?? Então me responda: porque será que viciados em drogas, jogos, alcoólatras e até mesmo cigarro tem tanta dificuldade em largar o vicio? Será que nem eles tem poder mental suficiente? Será que na família deles não há ninguém com poder mental o suficiente? Ou então porque será que estas pessoas com tamanho poder mental não são sempre as vencedoras dos concursos da Megasena?, por que são fraudes, este poder mental é uma fraude do diabo para esvaziar a sua mente e ele poder agir livremente em sua mente.
Quero dizer “aqui e agora” que você acreditando ou não Deus existe, e Deus sem você continua sendo Deus, porem você sem Deus não é ninguém. e da mesma forma também existe o diabo, e diz a bíblia que o diabo é o príncipe deste século e ele cegou o entendimento dos incrédulos, e porque ele faria isso?? Para que você deixasse de confiar em Deus e para que você aceite os manjares que ele te oferece e que acabam te trazendo no primeiro momento prazer e satisfação mas que depois trazem tanta dor, vazio e solidão para a sua vida, isto porque você passou a compactuar com o inimigo para que ele não faça de você um escravo, mas você nem percebe que já se tornou um escravo de seus pecados....você não acredita?? Quantas vezes você já ouviu falar que alguém é compulsivo? Comilão compulsivo, beberão compulsivo, comprador compulsivo, tarado compulsivo, drogado compulsivo....isto é ser escravo do pecado e viver na iniqüidade..e quem vive assim é porque não confia em Deus
Você pode não acreditar nestas coisas e nem no diabo, e é por você não acreditar nele que ele faz a maior festa em sua vida, pois ele pinta e borda e faz você fazer coisas que muitas vezes até mesmo você duvida e se questiona depois: será que eu fiz isso mesmo??.
Hoje eu quero te convidar a meditar no versículo desta mensagem e Aprender a Confiar em Deus.
O mundo espiritual é real e existe, um filme bem recente e atual (AVATAR) retrata isso é lógico que sob uma outra ótica e perspectiva, no filme Avatar, podemos ver o poder deste mundo paralelo, porem diferente do filme, nós humanos não podemos adentrar a este mundo enquanto estamos vivos, porem o povo do Reino Espiritual podem exercer poderes sobre nós, os espíritos malignos entram em nossas vidas por diversas brechas e portas, precisamos tapar estas brechas e fechar estas portas Aprendendo a Confiar no Senhor.
Quero te dizer mesmo é que o Deus da minha salvação, pode ser o Deus da sua salvação também.....pois o mesmo Deus que me ama, o mesmo Deus que me resgatou das mãos de meus inimigos quando eles riam de mim e achavam que eu já estava sentenciado a morte, este mesmo Deus ainda continua fazendo uma grande obra em minha vida, este Deus tem me chamado e chamado você também para se Assentar a Mesa do Rei Jesus, ´
Este Deus que tem me Ensinado a Confiar nele também Te Ama e Ele tem uma grande obra para fazer em sua vida, alias está grande obra já esta pronta basta você Aprender a Confiar no Senhor e dar oportunidade para Deus operar em sua vida.
Deus é contigo!! Deus tem um propósito para a sua vida, Deus tem sonhos com você, você pode imaginar isso?? Deus onipresente, onipotente e onisciente, criador de todas as coisas, um Deus completamente Santo este Deus maravilhoso ter sonhos com você......você fazendo parte dos sonhos de Deus!! Você só precisa Aprender a Confiar no Senhor!
O diabo o seu inimigo, o nosso inimigo.....ele esta sempre ao nosso derredor tentando nos tragar rugindo como um leão faminto, hoje eu quero dizer que você é uma pessoa de "sorte" pois nós temos o LEÃO DE JUDÁ a nosso favor e com este LEÃO ninguém pode, pois Ele já venceu o diabo quando morreu na cruz do calvário por mim e por você,
Este LEAO É JESUS CRISTO DE NAZARETH

Muitas das vezes o diabo até poderá se alegrar pensando que esta nos destruindo, mas o Senhor é contigo!!
Ele pode até se alegrar imaginando que estamos caídos, que estamos presos, cativos de nossos pecados, que ainda somos escravos de nossos pecados, mas em nome de Jesus Cristo drogados serão libertos, enfermos serão curados, famílias serão restauradas, sonhos e alegrias serão restituídas em nome de Jesus Cristo, pois a palavra do Senhor nos diz: "se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36), Somente Jesus tem poder para nos libertar da escravidão do pecado, só precisamos Aprender a Confiar no Senhor;
Somente Jesus tem poder para nos dar a vida eterna......e mesmo que eu ou você venhamos a viver nas trevas, temos JESUS CRISTO que é a nossa Luz a Luz do mundo.

Por isso eu te digo Confiarei no meu Senhor e esperarei no Deus da minha salvação, Quero aproveitar para dizer que não sei como esta a sua vida hoje, mas quero dizer que Deus sabe!, pois Deus te conhece desde o ventre de sua mãe, Aprenda a Confiar no Senhor, entregue seus problemas a Deus....Confie e Espere no Senhor e você verá milagres acontecerem em sua vida!!
Deus é o Deus do impossível, quando você não ver mais saída e não achar solução para seus problemas, quando tudo parecer impossível este é o melhor momento para voce Aprender a Confiar no Senhor!
Neste momento quero profetizar sobre a sua vida as benção do Senhor, quero pedir a Deus que envie anjos a seu favor, que Deus te guarde e que sobre você Ele estenda a sua poderosa Mão para te guardar, em nome de Jesus Cristo.

Deus tem promessas para a sua vida, saíba quais, visite uma Igreja Cristã.....
Reúna a sua Família realize o Culto Familiar, Aprenda a Confiar no Senhor!

JESUS TE AMA!!!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Uma palavra sobre orgulho denominacional







A liberdade religiosa garantida pela nossa constituição e a facilidade de se criar uma nova denominação mediante registro em cartório, são fatores que contribuem para a multiplicação de novas agremiações religiosas autodenominadas evangélicas. Se por um lado essa facilidade tende a auxiliar na propagação do evangelho, por outro lado ela também pode causar transtornos, isso porque os novos grupos geralmente são dissidentes de alguma denominação histórica, e alguns acabam renunciando as doutrinas essenciais do cristianismo, trocando-as pelas novas teologias com ênfase na revelação subjetiva, misticismo, saúde e triunfalismo econômico.

Acontece que o aumento dessas novas comunidades têm levado a uma reação radical por parte das igrejas históricas, bem como pelo pentecostalismo clássico – representado no Brasil pincipalmente pela Assembléia de Deus. Alguns ministros, numa tentativa desesperada de não se contaminarem com os modismos pregados por essas denominações, são tão radicais em seu rechaço que acabam promovendo um ostracismo religioso, como se suas denominações fossem as únicas “corretas”. Nesse afã, acaba-se por falar daquilo que não se conhece. Já vi colegas rejeitarem por completo a doutrina de uma determinada denominação pelo simples motivo de o seu fundador não ter se filiado a nenhuma denominação histórica, ou “politicamente” correta. Eles não querem saber se o pastor "tal" prega a salvação pela fé, se ele tem a Bíblia como padrão, priorizando-a em sua vida pessoal e ensinando-a em sua congregação. Eles rejeitam de cara, pelo simples motivo de tratar-se de uma denominação nova.

A esse rechaço apriorístico por parte dos pastores antigos aos grupos novos, sem que haja ao menos o interesse de conhecer as crenças desse grupo, eu chamo de orgulho religioso. É a vã glória de quem se estriba na placa de uma igreja, defendendo com unhas e dentes um sistema politico com pretensões religiosas, crendo-se, talvez, a última Tubaína quente do deserto. É claro que tem havido muitos escândalos por parte dos novos grupos, mas não podemos esquecer que há exceções: E aqueles dissidentes que abandonaram suas denominações porque cansaram de pisar no sal grosso e de determinar bençãos aqui e ali, que cansaram da melodia simplória e das letras medíocres dos mantras gospels que se ocultam trás a alcunha de louvor? Acaso não vamos considerar esses? E o que dizer daqueles que cansaram dos modelos de liderança que priorizam os números mais que o crescimento espiritual, buscando encher seus mega templos a todo custo, ainda que para isso tenham que abandonar as escrituras e recorrer à metodos importados do mundo dos negócios? Acaso não consideraremos esses?

O orgulho denominacional é nocivo ao crente. Foi esse pecado que transformou os anjos em demônios. Ora, nós não fomos salvos pela Igreja Batista, Presbiteriana, Metodista ou Assembléia de Deus. Não foi Smith, Knox, Wesley ou Daniel Berg que morreu na cruz pela minha salvação. É preciso entender urgentemente que o cristianismo não é propriedade de uma denominação. Como diz sempre o pastor Serafim Isidoro: “Cristianismo é o Cristo!” Eu sei que há muitas heresias sendo propagadas pelos novos grupos, mas eu também sei que tem muita gente boa entendeu que a única maneira de permanecer pura era separando-se de um sistema organizacional corrupto a fim de congregar-se com a conciência tranquila. Não confundamos estes com aqueles. Não misturemos alhos com bugalhos.

Quem lê o meu blog sabe que eu sou o primeiro a denunciar o erro. Mas eu ainda acho que a apologética, para ser válida, deve ser exercida de dentro para fora. Devemos ser intolerantes sim, mas começando por nós mesmos: intolerantes com nossos pecados, com a nossa mediocridade, e porque não dizer, com o nosso orgulho denominacional. Não sejamos como os heréticos que não sabem dar a razão da sua fé (ou da ausência dela). Não sejamos como os meninos de Corinto que peleavam por causa de Paulo, Apolo e Cefas. Se é para defender a verdade e denunciar o erro, então vamos levar isso às últimas consequências e denunciar toda politicagem, mentira e apostasia, mesmo que seja dentro da “nossa casa”. Vamos dizer a verdade sim, doa a quem doer, mas não vamos retroceder ainda que doa em nós mesmos. Como disse Petrarcca, devemos amar mais a verdade, e menos as agremiações religiosas. Defender a bandeira de uma denominação é burrice. Isso não é apologia, é meninice. É corintianizar. Lembre-se que o cristianismo não pode ser limitado à uma estrutura religiosa. Cristianismo não é denominacionismo; cristianismo é o Cristo!