sábado, 2 de janeiro de 2010


Honestidade em tudo

Palavra




A honestidade não é relativa

Vivemos numa era de “honestidade relativa”, na qual as pessoas estabelecem seus próprios padrões de honestidade, que variam conforme as circunstâncias. Por exemplo, muitos ficam indignados quando algum político é pego com a boca na botija, mas não percebem que eles mesmos são desonestos quando aumentam o relatório de despesas, de tal forma que o patrão tenha que lhe pagar mais do que havia realmente gasto. As pessoas não têm consciência da incoerência entre seu próprio comportamento e seu descontentamento com a desonestidade dos outros (Jz 17.6). Mas a Palavra de Deus nos ensina que a honestidade é um padrão absoluto (Pv 20.23; 12.22; Lv 19.11).

O Deus da verdade

O ser verdadeiro é um dos atributos de Deus (Jo 14.6). Além disso, Ele nos ordena que reflitamos Seu caráter, honestidade e santidade (1Pe 1.15,16). A natureza do maligno é a mentira (Jo 8.44), enquanto a natureza do Senhor é a verdade. O Senhor deseja que expressemos Seu caráter honesto e não a natureza desonesta do diabo.

Porque Deus exige honestidade absoluta

Deus impôs um padrão de honestidade absoluta por cinco razões:

1. Não podemos ser desonestos e amar a Deus

Quando somos desonestos, agimos como se o Senhor não existisse e é impossível amar a Deus se Ele não existe.

Geralmente, quando tomamos a decisão de sermos desonestos, estamos dizendo a Deus que Ele não poderá prover exatamente o que eu preciso – mesmo que Ele tenha prometido fazê-lo (Mt 6.33); que Ele não conseguirá descobrir minha desonestidade; que Ele não tem poder para me disciplinar.

Se crêssemos de fato que Ele poderia nos disciplinar, não consideraríamos agir de forma desonesta. O comportamento honesto é uma questão de fé. Cada decisão honesta fortalece nossa fé no Deus vivo. Mas, se escolhemos a desonestidade, estamos negando a existência do Senhor. As Escrituras declaram que aqueles que praticam a desonestidade odeiam a Deus (Pv 14.2).

2. Não podemos ser desonestos e amarmos nosso próximo


O Senhor ordena honestidade absoluta porque o comportamento desonesto quebra o segundo mandamento (Mc 12.31; Rm 13.8-10). Quando agimos com desonestidade, estamos roubando uma outra pessoa. Podemos tentar nos enganar, ao pensarmos que a perda é do negócio ou do governo ou de uma companhia de seguros, mas, se olharmos bem, veremos que estamos roubando o dono do negócio, os contribuintes que pagam o imposto ou o dono da agência de seguros. Precisamos nos lembrar de que a desonestidade sempre prejudica as pessoas.

3. A honestidade traz credibilidade ao evangelho


Nosso Senhor ordena que sejamos absolutamente honestos para demonstrarmos a realidade de Jesus Cristo àqueles que ainda não O conhecem. Nossas ações falam mais alto que nossas palavras (Fp 2.15).

4. A honestidade confirma a direção de Deus (Pv 4.24-26)

Quando você for absolutamente honesto, “os seus passos serão seguros”. Decidir andar na rua estreita da honestidade elimina as muitas possíveis avenidas da desonestidade. A tomada de decisão se torna mais simples porque o caminho honesto é um caminho claro.

5. Mesmo pequenos atos desonestos podem ser devastadores

Deus requer que sejamos totalmente honestos. Até as pequenas desonestidades são pecado. Até mesmo uma mentirinha pode endurecer nossos corações e tornar nossas consciências insensíveis ao pecado. Ela pode tornar nosso ouvido surdo à voz suave do Senhor. Uma única célula do câncer da desonestidade pode multiplicar-se e tornar-se uma desonestidade maior (Lc 16.10).

Um acontecimento na vida de Abraão é desafiador: o rei de Sodoma ofereceu a Abraão todas as coisas que Abraão tinha recuperado quando retomou de Sodoma, onde teve sucesso no resgate de pessoas (Gn 14.22,23). Da mesma forma que Abraão não desejava tomar nem uma linha ou um cordão de uma sandália, desafio você a fazer o mesmo. O povo de Deus deve ser honesto, mesmo nas questões menores e aparentemente sem conseqüência.

Como escapar da tentação da desonestidade

A não ser que neguemos nossas próprias vidas e vivamos em rendição ao Espírito Santo, todos seremos desonestos. O desejo de nossa natureza humana é agir com desonestidade (Mc 7.21,22). O desejo do Espírito Santo é que vivamos em honestidade absoluta. Precisamos submeter nossas vidas inteiramente a Cristo, como Senhor, e permitir que Ele viva Sua vida através de nós.

1. Pelo temor do Senhor (Pv 16.6)

Um temor saudável ao Senhor não significa vê-lo como um Deus punitivo. Pelo contrário, Ele é um Pai amoroso que, com Seu amor infinito, disciplina Seus filhos para o benefício deles (Hb 12.10).

2. Pela perda de bens

Nosso Pai celestial não permitirá que mantenhamos algo adquirido de forma desonesta (Pv 13.11).

Você, como pai ou mãe, deixaria seu filho ficar com um objeto roubado? É claro que não! Você o mandaria devolver o item, pois o caráter da criança seria prejudicado. Além de insistir na devolução do objeto, você certamente o disciplinaria. Quando nosso Pai celestial nos disciplina, em geral Ele o faz de forma que não nos esqueçamos mais.

O que fazer se fomos desonestos


Infelizmente, todos somos desonestos de vez em quando. Uma vez reconhecido nosso ato desonesto, precisamos fazer três coisas:

1. Restaurar nossa comunhão com Deus


Todas as vezes que pecamos, nossa comunhão com Deus é quebrada. Portanto, ela precisa ser restaurada (1Jo 1.9). Precisamos concordar com Deus que nossa desonestidade é pecado e, então, aceitar Seu perdão gracioso para que possamos desfrutar de Sua comunhão. 

2. Restaurar nossa comunhão com as pessoas

Devemos confessar nossa desonestidade à pessoa por nós ofendida (Tg 5.16). A falta de prosperidade financeira de uma pessoa pode ser conseqüência da violação desse princípio (Pv 28.13).

3. Devolver qualquer propriedade adquirida de forma desonesta

Se adquirimos qualquer coisa de forma desonesta, devemos devolvê-la a seu dono (Lv 6.4,5). A restituição é uma expressão concreta de arrependimento e um esforço de corrigir um erro. Se não for possível fazer a restituição à parte injuriada, então a propriedade deverá ser dada ao Senhor (Nm 5.8).

O suborno

Suborno é definido como algo dado a uma pessoa para influenciá-la a praticar um ato ilegal ou errado. Aceitar suborno é claramente proibido pelas Escrituras (Êx 23.8). O suborno, às vezes, é designado presente ou comissão. Avalie sempre toda oferta para ter certeza de que não é um suborno.

Bênçãos e Maldições


Na lista abaixo encontram-se algumas das bênçãos que o Senhor prometeu para os honestos e algumas maldições para os desonestos.

Bênçãos prometidas ao honesto: intimidade com o Senhor (Pv 3.32); uma família abençoada (Pv 20.7); vida longa (Pv 12.19); prosperidade (Pv 15.6).

Maldições reservadas ao desonesto: separação de Deus (Pv 3.32); problemas familiares (Pv 15.27); morte (Pv 21.6); pobreza (Pv 13.11).

Você é a pessoa que Deus tem procurado

Creio que não valorizamos com seriedade o impacto que uma pessoa honesta causa (Jr 5.1).

O destino de uma cidade inteira estava em jogo. Seu futuro dependia da existência de uma pessoa totalmente honesta. Você seria essa pessoa em sua comunidade? Você pode até não receber a aclamação da mídia, dos executivos ou dos políticos da comunidade, mas, na economia de Deus, seu compromisso com a honestidade pode ter uma influência poderosa em sua cidade.

A sociedade diz: Você pode ser desonesto porque todo mundo é. As Escrituras dizem: O Senhor ordena honestidade absoluta mesmo nas menores questões. Reveja, em oração, a lista para um comportamento honesto:

1. Em meu imposto de renda, coloco todas as entradas de meu orçamento e todas as minhas taxas de dedução são legítimas?
2. Cuido das posses de outras pessoas como se fossem minhas?
3. Tenho o hábito de dizer “mentirinhas”?
4. Tenho o hábito de fazer mau uso dos suprimentos do escritório, de selos ou qualquer outra coisa que pertença a meu empregador?
5. Se cobrarem a menos em uma de minhas compras, relato o fato?
6. Busco o interesse dos outros da mesma forma que os meus?


Peça a Deus que mostre a você qualquer outro comportamento desonesto que deva ser mudado, em especial, aqueles mais escondidos. Peça a um amigo íntimo que o encoraje e que se disponha a receber uma prestação de contas sua, na área da honestidade.

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