sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ESTUDO SOBRE O DÍZIMO
O QUE É O DÍZIMO E QUAIS AS SUAS FUNÇÕES, SEGUNDO A BÍBLIA Muito se cita na Igreja o texto Malaquias 3, do versículo 8 ao 11. Mas nunca assisti a uma explanação aprofundada deste trecho bíblico no púlpito. Para quem Deus dirigiu esse texto? O que é a Casa do Tesouro? O que seriam "todos os dízimos?" e quem é o devorador? - Já ouvi dizer que a Casa do Tesouro é a Igreja, que o texto de Malaquias vale para os cristãos, que todos os dízimos deveriam ser entregues pelos dizimistas e que o devorador é um demônio. Porém, nenhuma destas assertivas tem base bíblica. O que fazer quanto a isto? 
1 - Para que grupo de Israel Malaquias é dirigido? Veja Malaquias 1:6; 2:2 e 2:7-8.
2 - O que é a "Casa do Tesouro" na Bíblia? Veja Neemias 10:38.
3 - Quem deveria levar os dízimos à Casa do tesouro? Ver em Neemias 12:44 e 10:38 novamente.
4 - O que é o "devorador" na Bíblia? Ver em Levítico 11:22 e Joel 1:4.
5 – O que são as “janelas do céu”? Ver em Gênesis 7:11 e 8:2.
6 – Quem estava “roubando a Deus”? – Malaquias 2:7-8.  Na NVI lemos "toda a vossa nação" (Ml 3:9) – Quando uma classe sacerdotal, que servia de mediadora entre Deus e os homens, estivesse contaminada, certamente toda a nação sofreria. No versículo 11 de Malaquias 3 vemos que Deus garantiu que a correta observância garantiria abundância de chuva (abrir janelas do céu) e proteção contra pragas da lavoura (devorador = gafanhoto). Assim, haveria fartura na produção agropastoril e a tribo de Levi não faria o que vinha fazendo: levitas roubando a melhor parte do dízimo dos dízimos (que deveria apresentar na casa do tesouro) e sacerdotes roubando a melhor parte das ofertas (que deveria ser queimada sobre o altar). Em Malaquias 3:8 vemos outros pecados sendo cometidos, inclusive o desvio de recursos para o órfão, a viúva e o estrangeiro. Se tu tens dúvida de que o alvo principal do livro de Malaquias era a tribo de Levi, por que será que Deus fala de maneira tão severa aos sacerdotes e levitas, se não eram eles os culpados? Fala em não aceitar os sacrifícios, em jogar esterco na cara deles, em fechar o templo, etc. É só ler o texto de Malaquias.
Cristão debaixo de maldição? Roubar a Deus? Isso não se enquadra na realidade do Cristianismo. Se uma congregação está apaixonada pela causa do Evangelho vai contribuir "conforme sua prosperidade e conforme houver proposto em seu coração". Agora, que tipo de Igreja seria aquela que sobrevive arrecadando "na marra", ou seja, com uma ameaça embutida?! Não é por amor, pois o verdadeiro amor lança fora todo o medo. A Igreja primitiva não recolhia dízimos. Mas, se o dízimo fosse obrigação nossa, ele estaria sofrendo de desvio de função: não é mais para os pobres e para os deserdados, mas para financiar construções, reformas, água, luz, telefone, aluguel. Nunca deveria ser para isso. Senão a Bíblia seria incoerente. Mas sabemos que a Bíblia é a Palavra de Deus e devemos respeitá-la.
Nada pode substituir a Bíblia em matéria de Doutrina, de fé e prática na vida de um cristão. E, se alguém quiser citar o ocorrido com Ananias e Safira lá em atos para justificar a prática do dízimo, lanço um desafio a tal dar prova de que se tratava de dízimo naquela ocasião.Não escrevo por partidarismo ou para querer impor uma idéia pessoal. Se provoquei revolta em alguém, peço perdão. Não é fácil abordar assuntos tão enraizados na tradição domingueira, mas a Bíblia, que é a Palavra de Deus, tem que ser soberana, pois é a única segurança que temos contra doutrinas falsas. Quero demonstrar, utilizando a Bíblia, que a prática do dízimo nos dias atuais está completamente distorcida, com a função desviada e, além do mais, não se constitui em uma obrigação do cristão, como a
grande maioria prega. Quero demonstrar às pessoas que temem estar "roubando a Deus", quando não entregam na igreja 10% por já ganharem muito pouco, que o dízimo era recebido pelo pobre ao invés de cobrado dele. A Justiça era feita. Mas hoje o dízimo é entregue de forma religiosa e, por isso (e por Deus não ter ordenado ao cristão fazer isso), a Igreja está deixando de ser o diferencial na comunidade em que está inserida. A Igreja primitiva foi exemplo de abnegação, de generosidade, de amor apaixonado pela causa do Evangelho, não poupando esforços para levá-lo aos lugares mais distantes. Tudo isso apenas com ofertas voluntárias. Se uma denominação não consegue fazer isso com ofertas voluntárias, é porque algo deve ser revisto urgentemente. Colocando o jugo da lei sobre os ombros do crente é que não pode de jeito nenhum. Peço-te que acompanhes o capítulo 15 de Atos dos Apóstolos - o concílio de Jerusalém - judeus convertidos ensinando que os gentios convertidos ao cristianismo deveriam guardar a lei. Os apóstolos repreenderam os judaizantes, pois Deus não havia feito aquela aliança com os gentios.
 Antes que Deus revelasse uma lei escrita a Moisés, para governar os descendentes de Israel, encontramos duas ocasiões quando homens deram ou prometeram dízimos a Deus. Depois do resgate de pessoas e de bens que tinham sido tomados de Sodoma numa guerra, Abraão deu um dízimo a Melquisedeque, o sacerdote de Deus (Gênesis 14:18-20). Mais tarde, Jacó (o neto de Abraão) prometeu devolver a Deus 10% de sua prosperidade (Gênesis 28:22). Estes dízimos parecem ter sido voluntários. Não há registro de qualquer mandamento de Deus a respeito do dízimo antes do tempo de Moisés. Quando o dízimo exposto em Malaquias torna-se indefensável, devido ao estudo mais aprofundado do texto, os defensores do dízimo costumam citar Gênesis e o dízimo dado por Abraão a Melquisedeque. Em Hebreus fica claro que Melquisedeque é figura de Cristo. Ora, então hoje, quem deveria receber dízimos seria o próprio Cristo. Mas como ele receberia, se não está aqui em carne e osso, como no passado? É assim que ele receberia o dízimo: MATEUS 25:31-46. Jesus recebe para si a honra que é dada ao pobre. Ele mesmo recebe.

Quando o dízimo de Abraão torna-se indefensável como argumento para dizimarmos hoje, alguns defensores do dízimo citam, num recurso desesperado, o texto de Mateus 23:23. Notem, porém, a quem estava sendo falado. Lembrem-se de que Jesus nasceu sob a Lei, e o Novo Testamento começa com a morte na Cruz e não em Mateus 1. O ministério terreno de Jesus deu ênfase em demonstrar a necessidade de uma Nova Aliança. Demonstrou ao jovem rico que guardar a lei não o aperfeiçoou espiritualmente. Demonstrou aos dizimistas fariseus que o ato de dizimar não os aperfeiçoou espiritualmente. Demonstrou ao povo a cegueira de seus líderes religiosos. Jesus não disse para não dizimarem porque o dízimo ainda vigorava. Mas já estava sendo entregue por puro formalismo e religiosidade, como hoje. A essência do ensinamento não estava sendo observada pelos escribas e fariseus, daí serem hipócritas. Notem também que Jesus refere-se a ervas usadas como tempero: alimentos. O dízimo sempre foi alimento na lei. Havia dinheiro circulando desde Gênesis (José foi vendido por seus irmãos por 20 moedas de prata). As ofertas depositadas na arca do tesouro eram em dinheiro, mas o dízimo, SEMPRE em alimentos. Para a Igreja, Jesus não deu este mandamento de dizimar.
Mateus 23:23 

Quando o dízimo de Abraão torna-se indefensável como argumento para dizimarmos hoje, alguns defensores do dízimo citam, num recurso desesperado, o texto de Mateus 23:23. Notem, porém, a quem estava sendo falado. Lembrem-se de que Jesus nasceu sob a Lei (veja Gálatas 4.4), e o Novo Testamento começa com a morte na Cruz e não em Mateus 1. O ministério terreno de Jesus deu ênfase em demonstrar a necessidade de uma Nova Aliança. Demonstrou ao jovem rico que guardar a lei não o aperfeiçoou espiritualmente. Demonstrou aos dizimistas fariseus que o ato de dizimar não os aperfeiçoou espiritualmente. Demonstrou ao povo a cegueira de seus líderes religiosos. Jesus não disse para não dizimarem porque o dízimo ainda vigorava. Mas já estava sendo entregue por puro formalismo e religiosidade, como hoje. A essência do ensinamento não estava sendo observada pelos escribas e fariseus, daí serem hipócritas. Notem também que Jesus refere-se a ervas usadas como tempero: alimentos. O dízimo sempre foi alimento na lei. Havia dinheiro circulando desde Gênesis (José foi vendido por seus irmãos por 20 moedas de prata). As ofertas depositadas na arca do tesouro eram em dinheiro, mas o dízimo, SEMPRE em alimentos. Para a Igreja, Jesus não deu este mandamento de dizimar. 

Novo Testamento


Quando é que começa, de fato, o Novo Testamento? O que é o Novo Testamento ou Nova Aliança? 

- A Aliança que Deus fez conosco foi através do sacrifício de Jesus Cristo. Antes de selar essa aliança, estava valendo a Antiga Aliança, ou Antigo Testamento. 

A Lei e os Profetas duraram (profetizaram) até João Batista. Este João foi o profeta que apresentou o Messias prometido a Israel. O Antigo Testamento preparou o caminho (serviu de aio) até Cristo. “Porque o fim da Lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. (Romanos 10:4). Jesus Cristo mostrou aos judeus a necessidade de um novo pacto, mais aperfeiçoado. Durante o seu ministério, Jesus falou muito aos judeus, indicando que a Lei não os aperfeiçoou espiritualmente e que a tradição ofuscou muito a essência dos ensinamentos da Lei. 

Por ter Jesus nascido sob a lei (Gálatas 4.4) vemos, nos Evangelhos, muitas vezes Jesus ordenando que se cumprisse o que determinou Moisés e mais algumas retratações da lei, na antiga aliança. 

Dessa forma, podemos observar muitas passagens que devem ser entendidas como período de transição entre o AT e NT, que muitos confundem com NT. Por exemplo: 

Em Lc 1.15 o anjo Gabriel consagra João Batista ao nazireado, conforme Nm 6.3. 
Em Lucas 2.21 Jesus é circuncidado obedecendo o disposto em Levítico 12.3;
Em Lucas 2.22 Maria se purifica conforme estabelecido em Levítico 12.4; 
Em Lucas 2.23 os pais de Jesus oferecem o sacrifício prescrito em Levítico 12.6-8; 
Em Mateus 8.4 Jesus manda um leproso fazer o sacrifício prescrito em Levítico 14; 
Em Lucas 19.8 Zaqueu se submete duplamente à pena estabelecida em Êxodo 22.9; 
Em Mateus 17.24 Jesus paga o imposto estipulado em Êxodo 30.11-16 
Em Mateus 26.17 Jesus e os discípulos cumprem o requerido em Êxodo 12.1-27. 

Vemos então que enquanto Jesus vivia, a Lei Mosaica estava em vigor. Como entender Mt 8.4, onde Jesus ordena a apresentação de um sacrifício de animal ao que havia sido curado de lepra? É necessário que façamos isto hoje? Evidentemente que não. Da mesma forma, quando, em Mt 23.23, Jesus ordena aos fariseus que dessem o dízimo do cominho, da hortelã e do endro, devemos entender que eles estavam debaixo da mesma aliança mosaica que obrigou o leproso a cumprir o ritual de Levítico 14. 

O Novo Testamento (Nova Aliança, Novo Pacto, Novo Compromisso) começa com a morte de Jesus Cristo na Cruz do Calvário; quando o véu se rasgou. Antes do sangue de Jesus Cristo ser derramado na cruz, o pacto vigente era o Antigo Testamento. Jesus em seu ministério antes da cruz, mostrou ao povo a necessidade de um melhor pacto com Deus. Demonstrou ao jovem rico que guardar a lei não o aperfeiçoou espiritualmente; demonstrou aos fariseus e escribas que dizimar não os aperfeiçoou espiritualmente; demonstrou às autoridades religiosas a sua cegueira espiritual. 

Cumprir uma tarefa significa concluir uma tarefa. A Lei foi cumprida por Cristo. A Lei apontava para Cristo, serviu de aio (condutor) até o Messias. Chegado o Messias, a lei já não tem mais função. Mas o Novo Testamento só pôde ter início com a morte de Jesus Cristo na cruz. 

Marcos 14:24 "E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que por muitos é derramado."


Faço um questionamento para aqueles irmãos que dizimam porque entendem ser um mandamento válido para o cristão:          Qual dos cinco dízimos que aparecem na Bíblia é entregue hoje nas igrejas? 1 – O dízimo de Abraão -Gênesis 14:17-20 2 – O dízimo do rei – 1Samuel 8:11-17 3 – O dízimo dos levitas - Números 18:21-24 4 – O dízimo das festas – Deuteronômio 14:22-27 5 – O dízimo dos pobres - Deuteronômio 14:28-29 Estes são dízimos bíblicos. Se o que tu praticas não for nenhum destes, não é um dízimo bíblico.

O DÍZIMO É BÍBLICO, MAS NÃO É MANDAMENTO PARA O CRISTÃO.              Deus faz alianças. Fez uma com Noé. Fez outra com Abraão. Fez outra com o povo de Israel no Sinai. Fez conosco (gentios), por Jesus Cristo. A aliança com Abraão não tinha como mandamento o dízimo, mas sim a circuncisão. O dízimo dado a Melquisedeque foi voluntário. Além de voluntário, foi dado uma única vez. Além de voluntário e dado uma só vez, foi a partir de despojos de guerra. Além de tudo isso, os outros 90% Abraão devolveu ao rei de Sodoma. O QUE TEM ESSE DÍZIMO A VER COM O QUE SE DÁ TODO MÊS NAS IGREJAS?  A aliança que Deus fez com ISRAEL no Sinai tinha como ordenança a prática de dizimar. Era a base de sustento do sacerdócio levítico e também promovia a justiça social (Deuteronômio 14:23-29). Peço atenção especial ao último versículo deste texto indicado. A promessa de prosperidade estava CONDICIONADA ao fato de o dizimista abençoar a vida do pobre e do deserdado. Era a condição para a bênção divina. Apenas os LEVITAS e os POBRES tinham autoridade para receber dízimos. MAIS NINGUÉM, nem os sacerdotes. O QUE TEM ESSE DÍZIMO A VER COM O QUE SE DÁ TODO MÊS NAS IGREJAS?  Malaquias foi escrito dentro do contexto do Pacto do Sinai. É o último livro do Velho Testamento. Quem quiser realmente compreender o texto de Malaquias deve ler Neemias e Esdras, seus contemporâneos. Em Neemias encontra-se muito mais sobre dízimo do que em Malaquias. 
Havia turmas de sacerdotes e levitas que serviam no templo. Cada turma ficava uma semana no templo. Os dizimistas entregavam dízimo aos levitas e esses, por sua vez, separavam o dízimo dos dízimos (que tinha que ser a melhor parte dos dízimos recebidos por eles) e levavam a uma câmara do templo, chamada casa do tesouro, onde eram depositados os mantimentos (alimentos) para o sustento da turma da semana no serviço do templo. Acontece que os levitas não entregavam o melhor muitas vezes. E os sacerdotes não queimavam a melhor parte das ofertas que eles recebiam, conforme a lei e ainda roubavam alimentos. Havia, desta forma, grande desleixo e irresponsabilidade. 

"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro" foi escrito para os levitas, pois a eles somente cabia levar dízimos a essa câmara (Neemias 10:38). DEUS NUNCA MANDOU O DIZIMISTA TRAZER DÍZIMO À CASA DO TESOURO. E, como vimos, a casa do tesouro não era o templo, muito menos é hoje o prédio da congregação, mas um depósito apenas. O QUE TEM ESSE DÍZIMO A VER COM O QUE SE DÁ TODO MÊS NAS IGREJAS?
 Quem teria a autoridade espiritual de receber dízimo hoje? A viúva, o órfão e o estrangeiro (Deuteronômio 14:28-29) - o pobre recebia dízimo no Antigo Testamento. Hoje, quem tem pouco ainda é obrigado a tirar 10% pois senão estará "roubando de Deus". Que covardia! Que infâmia! Na ausência do templo e do serviço levítico no templo, resta hoje apenas a outra categoria de pessoas com autoridade para receber dízimos: o órfão, a viúva e o estrangeiro (ou seja, os pobres e necessitados).

Dízimo é para pagar contas?
Por que uma igreja não sobreviveria hoje somente com ofertas? Por que alguns entendem que oferta é necessariamente menos do que 10% da renda mensal?

Vimos em Atos que as ofertas podem ser muito mais do que 10%, quando os membros da igreja têm compromisso com missões e caridade.

Mas o dízimo era, no passado, usado para construção, reforma e aquisições para o templo? Não, pois não se tratava de dinheiro, mas de alimentos para o levita, o órfão, a viúva e o estrangeiro peregrino (Deuteronômio 14:28-29). A promessa de bênção ao dizimista veterotestamentário estava diretamente relacionada ao versículo 29. Basta conferir na sua Bíblia. Mas, então, como o templo foi construído e mantida a sua estrutura? De onde vinham os recursos para a construção? Resposta - Da mesma fonte dos recursos da construção do tabernáculo, em Êxodo: das ofertas voluntárias.


Muitos confundem dízimo com primícias e ofertas. São coisas diferentes na Bíblia. "Honra ao Senhor com as primícias de tua renda" não se referia ao dízimo.
A viúva que depositou duas moedinhas na arca do tesouro, e que recebeu elogio de Jesus, estava ofertando e não dizimando. Ofertas podiam ser em dinheiro, dízimo, porém, apenas em alimentos.

Se numa aliança menos perfeita, os dízimos eram para o sustento dos deserdados, dos pobres e dos necessitados, hoje, em uma aliança melhor, teriam uma destinação menos nobre? 
 O OBJETIVO DA PROSPERIDADE - Muitos interpretam erroneamente a frase “abrir as janelas do céu” (ver o significado em Gênesis 7:11 e 8:2) como uma promessa de Deus para a vida financeira. De certa forma era, pois a chuva dava ao agricultor e ao pecuarista judeus uma boa expectativa com relação à sua produção rural. Mas tudo dentro do contexto correto. A observância do dízimo, pela justiça social que o mesmo produzia, era a garantia de prosperidade para o povo de uma maneira geral, pois a terra produziria abundantemente. Observe atentamente que a promessa era diretamente relacionada ao cuidado com os pobres (Deuteronômio 14:29). Podemos afirmar que era a condição para a bênção. 

Só seria abençoado se abençoasse os pobres.
 PROMESSAS -> O justo será abençoado com saúde, prosperará e terá galardão mediante o auxílio amoroso e sincero ao pobre e ao necessitado. SALMO 41:1-3 / ÊXODO 22:21-25 / PROVÉRBIOS 19:17 / PROVÉRBIOS 22:9LUCAS 14:12-14 / 2CORÍNTIOS 9:9 / MATEUS 25:34-40 EXORTAÇÕES -> Deus exorta àqueles que O amam a cuidar do pobre e do aflito. DEUTERONÔMIO 15:4-11 / DEUTERONÔMIO 24:14-15 / PROVÉRBIOS 14:31 / TIAGO 1:27 JUÍZOS -> Conseqüências para os que desprezam ou maltratam os desamparados. JÓ 20:15-21 / PROVÉRBIOS 21:13 / PROVÉRBIOS 28:27 / MATEUS 25:41-46 / TIAGO 4:3 A segunda parte do pacto com Abraão ordena: “Sê tu uma bênção” (Gênesis 12:2). Em Mateus 22:35-38, o Senhor Jesus compara o mandamento de amar a Deus com o de amar ao próximo. Essa lição é reafirmada em Mateus 25:31-34 quando o Senhor diz que quem cuida do necessitado e do aflito honra ao próprio Senhor Jesus.

Quando surgiu o dízimo na igreja cristã? Você sabia que o dízimo foi cobrado pela igreja só depois de 500 anos da partida de Jesus? 
Foi introduzido, embora com pouco êxito inicial, no Concílio local de Mâcon, no ano 585. Apenas uns duzentos anos após isso é que ganhou força, passando a ser considerado tributo obrigatório à Igreja Católica (por Carlos Magno, de 777 d.C). Portanto, para aceitarmos a prática do dízimo, principalmente com o grande desvio de finalidade como vemos hoje, teremos que desprezar o estudo da Bíblia e também a história da Igreja, incluindo os apóstolos e os líderes dos primeiros séculos da história do Cristianismo.
"Os que possuem alguma coisa e queiram, cada um conforme sua livre vontade, dão o que bem lhes parece, e o que foi recolhido se entrega ao presidente. Ele o distribui a órfãos e viúvas, aos que por necessidade ou outra causa estão necessitados, aos que estão nas prisões, aos forasteiros de passagem, numa palavra, ele se torna o provedor de todos os que se encontram em necessidade." (JUSTINO MÁRTIR, 100 A 165 d.C.). 
 Atos 15:5-11. (dízimo, além de nunca ser dinheiro, é Lei Mosaica).
2Coríntios 9:7. (se pré-estipular não é conforme propõe no coração, nem é livremente, nem é sem constrangimento, mas por "medo de estar roubando a Deus" e por "medo do devorador"). 
Hebreus 7:11-22 (dízimo era base de sustento do sacerdócio levítico e este falhou miseravelmente).
 Hoje, infelizmente, a religiosidade desviou a sua finalidade inicial, sendo recolhido e aplicado para fins diversos. Além disto, restaurou-se em boa medida a força da Lei e suas maldições, numa clara afronta à Graça. Também é utilizado dentro do âmbito da famigerada teologia da prosperidade, servindo para introduzir sementes de ganância e egoísmo no meio da congregação dos crentes. Fiquemos, pois, com a simplicidade do Evangelho, nas palavras de Tiago 1:27: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. Amém.

CONCLUSÃO  1) Malaquias não foi dirigido aos cristãos, mas aos judeus. Era um texto completamente da LEI. A Lei Mosaica não está em vigor para nós, cristãos, pois foi cumprida por Jesus. Hoje estamos sob a Graça.

ATOS 15 - nesse capítulo vemos os judeus cristãos ensinarem aos gentios cristãos que estes deveriam guardar a Lei. Os apóstolos, ao saberem disso, repreenderam aqueles que estavam ensinando a Lei, pois não era essa um pacto entre Deus e os cristãos, mas entre Deus e Israel.
É por isso que não guardamos mais o sábado, nem nos circuncidamos, nem cumprimos mais os outros 613 preceitos da Lei. Só o dízimo perdurou.
2) O apóstolo Paulo diz: “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gálatas 3:10). Nesse caso, quem entrega o dízimo e não cumpre todos os 613 mandamentos da Lei de Moisés está recebendo maldição, em vez da bênção propalada pelos pastores e líderes malaquianos. Leiam todo o Livro de Gálatas e atentem bem nos ensinos de Paulo. 

3) As igrejas que exigem dízimos e ofertas elevadas, mesmo sendo o dizimista e o ofertante muito pobres são muitas vezes dirigidas por pastores sem um curso teológico, com má interpretação do fundamento e finalidade dos dízimos e das ofertas. Outros se deixam levar pela tradição ou pelo medo de a arrecadação diminua, tornando a Igreja sem recursos. Isso não está certo, pois Deus tocará os corações dos ofertantes e a igreja sempre estará funcionando e sendo vitoriosa. 

4). Jesus defendeu a entrega dos dízimos pelos fariseus, pois Ele veio para as ovelhas perdidas da Casa de Israel e estava cumprindo toda a Lei. Mas a Igreja vive na GRAÇA, conforme nos ensina Paulo, a quem o Senhor entregou o apostolado dos gentios.

 DÍZIMO  COMO ORDENANÇA É PRECEITO UNICAMENTE MOSAICO, E QUEM PROCURA JUSTIFICAR-SE PELA OBSERVÂNCIA DA LEI ESTÁ:
Tornando sem valor a morte de Cristo (Gálatas 2:21) 
Vivendo na carne e não no Espírito (Gálatas 3:2,3) 
Colocando-se debaixo da maldição (Gálatas 3:10) 
Metendo-se debaixo de jugo (Gálatas 5:1; Atos 15:10) 
Separando-se de Cristo e caindo da Graça de Deus (Gálatas 5:4) 
Pondo-se debaixo do ministério da morte e da condenação (II Coríntios 3:7-9)
   OBSERVAÇÃO IMPORTANTÍSSIMA – Após esse estudo, talvez a tua visão sobre o objetivo do dízimo tenha sido tremendamente modificada. Tenhas muita sabedoria ao conversar com alguém sobre esse assunto, pois a nossa liberdade não pode servir de escândalo ao irmão. E que fique bem claro que as ofertas são um ensinamento cristão e são muito úteis para a promoção do Reino de Deus. Oferte com generosidade e muita alegria no coração, pois é mesmo um privilégio.

SITUAÇÃO DAS IGREJAS NOS DIAS DE HOJE ÚLTIMOS TEMPOS - PRINCÍPIO DAS DORES ​ ​ ​Irmãos, não há como fugir da situação ou fingir que na...