segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

As Simpatias e o Ano Novo


"Para passar o ano novo é recomendável usar roupas brancas. Para ter bastante dinheiro usa-se uma nota nova na carteira"

"Para conquistar um amor, coloque numa pequena vasilha algumas gotas de azeite de oliva, folhas de ciprestes e umas gotas de perfume de laranjeira. Misture tudo muito bem e guarde. Toda vez que você sair, passe um pouquinho dessa fórmula sobre as sobrancelhas e, em seguida, leia o Salmo 113, deixando-o aberto sobre a cabeceira da cama".

"Para atrair sorte, faça um saquinho pequeno, com tecido vermelho, que nunca tenha sido usado. Coloque dentro dele um pouco de cera de abelha e feche-o. Carregue sempre na carteira ou no bolso, como patuá".

"Para uma solteira conseguir casamento, conte três palmos de uma fita branca e corte. Amarre este pedaço da fita numa imagem de Santo Antônio. Deve colocar a imagem no quarto e pedir a Santo Antônio que lhe arranje um casamento. Se a mulher solteira for você, a simpatia também pode ser feita. Peça para que sua mãe ou uma amiga fiel faça a simpatia, sem que você veja".

           Estas são algumas das milhares de receitas mágicas de domínio popular, as quais muitos recorrem a fim de resolver seus problemas. Seus praticantes as chamam de simpatias e são largamente empregadas pelo povo brasileiro, sendo difundidas como inofensivas tradições folclóricas. Mas... Será que as simpatias são realmente inofensivas? Que poderes envolvem? Que perigos escondem? Quais os reais limites entre a fé e a superstição? O uso de palavras bíblicas santifica esta prática? Há alguma relação entre a simpatia e a bruxaria?
         Possuir respostas para estas perguntas é vital. Pessoas que jamais entrariam em um terreiro ou se envolveriam com algum tipo de ocultismo tornam-se ingenuamente (ou não) vítimas das maldições inerentes a este tipo de prática. A inocência não serve de escudo.

Definindo simpatia

         O que é mesmo simpatia? O dicionário Aurélio a define, entre outras coisas, como: "ritual posto em prática, ou objeto supersticiosamente usado, para prevenir ou curar uma enfermidade ou mal-estar". Mas esta explicação é muito branda. A significação de um site sobre simpatia é outra bem diferente para esta prática: "Simpatia é a maneira ritual de forçar poderes ocultos a satisfazerem a nossa vontade".
         Este conceito é exato e sincero, uma vez que não são as meras palavras, atos, rituais e objetos que vão levar a realização do desejo do praticante da simpatia, mas, sim, os poderes nela invocados. Não são as gotas do azeite, os pingos da vela e/ou o pano vermelho os verdadeiros objetos da fé. Os praticantes, quando usam destas coisas, colocam sua fé em entidades indefinidas ou em algum santo católico, como no caso de Santo Antônio, Santo Expedito e São Jorge, muito comuns em simpatias.
        Isso significa que, mesmo sem intenção, ou involuntariamente, procura-se criar algum vínculo com o mundo espiritual e manipulá-lo de forma a atender nossos desejos. A grande questão é: com quem a magia da simpatia lida?

Brincando com o inimigo

         Neste mundo pragmático em que vivemos, o que as pessoas geralmente querem saber é: "Funciona?". O mesmo site comenta: "A simpatia tem grande prestígio, dada a psicologia do povo que quer resultados imediatos, sem tratamento e sem trabalho, trazidos pelas escamoteações da mágica. Em suma, o milagre".
         Embora a única preocupação do praticante seja ter resultado imediato, ele, porém, não se detém para questionar qual a fonte do poder por trás das simpatias. Claro que a maioria não funciona, e o aparente efeito de algumas não passa de coincidência ou auto-sugestão. Mas quando se trata de um "milagre" real, os envolvidos não questionam o autor do suposto milagre, nem sequer cogitam que estes "poderes ocultos" têm como fonte os espíritos malignos.
         A Bíblia relata que quando Moisés foi enviado por Deus ao Egito para falar a faraó acerca da libertação do povo hebreu, lançou sua vara ao chão e Deus a transformou em cobra. Entretanto, os magos egípcios fizeram o mesmo com seu poder (Êx 7.10-12). Os milagres foram iguais, mas a fonte deles era antagônica: Moisés invocava ao Deus verdadeiro, e os outros, cultuavam falsos deuses e espíritos malignos.
         Assim, pode-se depreender que desejar milagres e não se preocupar com a "fonte de origem" é abrir a porta para a atuação do diabo. Sobre o poder do diabo em obrar prodígios a Palavra de Deus esclarece:
 
"A vinda desse iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira, e com todo engano da injustiça para os que perecem. Perecem porque não receberam o amor da verdade para se salvarem" (2Ts 2.9,10).

Fé e superstição

"De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10.17).
 
        Logo, a fé bíblica, a fé verdadeiramente cristã, é uma conseqüência de se ouvir e aceitar a Palavra de Deus. A superstição, elemento essencial das simpatias, não tem seu fundamento nas Escrituras Sagradas, se é que possui algum fundamento. As pessoas que se envolvem com simpatias, o fazem pela indicação de outro, e não se preocupam em analisar os poderes ocultos que se escondem por trás das mesmas.
         Mesmo o uso de objetos, palavras e atos narrados na Bíblia podem se degenerar em superstição. Embora a Palavra de Deus se utilize desses elementos, tais elementos, no entanto, só têm valor quando baseados na fé. "Tudo o que não é por fé, é pecado" (Rm 14.23).
         Temos de fazer distinção entre as narrações bíblicas e os princípios bíblicos. Quando Deus ordenou ao povo de Israel que desse voltas ao redor dos muros de Jericó e tocasse trombetas para que os muros caíssem (Js 6), não estava ensinando com isso um ritual de "como derrubar muros". A Bíblia é explícita ao dizer que "pela fé caíram os muros de Jericó" (Hb 11.30), e não pelo simples fato de serem rodeados. Houve uma ordem específica de Deus e uma obediência em fé correspondente, então Deus operou. A vitória veio de Deus pela fé, e não porque aquele era um ritual mágico.
         Da mesma forma, o fato de Jesus ter cuspido na terra, feito lodo, passado nos olhos de um cego e este ter sido curado após lavar-se no tanque de Siloé, não significa que Jesus estava ensinando, com isso, um ritual para curar cegos (Jo 9.11). Aquele foi um milagre produzido pelo poder de Cristo mediante a fé, e não passos a serem seguidos pelos cegos que buscam cura. A Bíblia estava narrando um acontecimento, não ensinando um ritual para curar cegos.
         É importante também mencionar a repetição de palavras que geralmente está inserida nas simpatias. Jesus condenou a prática das chamadas "rezas", quando disse:
 
"E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles..." (Mt 6.7,8).

        Embora no dicionário orações e rezas sejam palavras sinônimas, na prática, porém, as rezas tornaram-se fórmulas mágicas com poder em si mesmas, e não representam nenhuma manifestação de fé, no sentido bíblico.
         É bom ratificar que, biblicamente, fé significa confiar (crer) em Deus e em Cristo (Jo 14.1). Os cristãos oram e tomam atitudes confiando nas promessas divinas, e não em meras palavras e atos por si só. Os praticantes da simpatia não agem de acordo com um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus.

O nome de Deus em vão

"SALMOS 37 e 38 - Leia os salmos 37 e 38 três vezes ao dia, durante três dias. Após tê-lo feito, publique o texto (salmo) no jornal no quarto dia e veja o que acontece. Faça dois pedidos difíceis e um impossível".

         Tem-se popularizado o uso de Salmos, ou mesmo do nome de Jesus, como simpatia para a resolução de problemas. Todos os dias, os jornais trazem uma coluna de agradecimento ou de recomendação de pessoas que aconselham os leitores a usar o "salmo tal" ou a "palavra tal" para resolverem seus problemas e alcançarem alguma coisa.
 
"Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão" (Êx 20.7).

        Embora alguns achem que, ao citarem a Bíblia, Deus ou Jesus valida este tipo de atitude, o oposto, no entanto, é que é verdade. As pessoas estão, de fato, querendo manipular a Deus por meio de palavras e ritos, quando a Bíblia ensina que isto é abominável aos seus olhos.
         Nós, os cristãos, mais do que ninguém, reconhecemos o poder da Palavra de Deus. Mas este poder só é válido quando tomamos toda a Bíblia como regra de fé e conduta, e não quando extraímos trechos isolados e os usamos com um ritual, ou quando escrevemos um salmo ou outro trecho qualquer das Escrituras e os usamos como talismã. O salmo 91 é Palavra de Deus e, se creio nele e o aplico em minha vida, ele trará resultado. Entretanto, o mero pano ou papel onde ele está impresso não é um talismã para ser colocado atrás da porta para me proteger de espíritos malignos.
         Temos de tomar cuidado para que a nossa fé não se deteriore em superstição e idolatria. Em Números 21.4-9, Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze e colocasse sobre uma haste. Todos os israelitas que olhassem para ela seriam curados, e assim aconteceu. Todavia, com o passar dos dias, o povo de Israel, ao invés de colocar sua fé no Deus que os curava ao olharem para a serpente de bronze, puseram sua confiança na própria serpente e passaram a adorá-la e a oferecer-lhe incenso. Substituíram Deus por um dos instrumentos que Ele usou para abençoá-los. Por isso o rei Ezequias ordenou sua destruição:
 
"Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã" (2Rs 18.4).

Feitiçaria caseira

 
"A bruxaria está na moda, e é possível encontrar cada vez mais adeptos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. Suas fileiras exibem advogados, contadores e engenheiros [...] As feiticeiras modernas não gostam de ser chamadas de bruxas. Preferem o termo medieval wicca (pronuncia-se uíca), que deu origem à witch (bruxa em inglês). A palavra vem do alemão arcaico, wic, que significa dobrar, porque a mágica teria função de mudar ou 'dobrar' os acontecimentos". Mas, como diz Eddie Van Feu em seu livro Wicca - Rituais: "A verdade é que wicca é só um termo mais bonitinho para bruxaria".

         Os que consideram exagero comparar simpatia e feitiçaria fariam bem em atentar para este assunto. Vejamos os rituais ensinados no mesmo livro sobre wicca:
  • Para proteger seu lar
 
"Deixe romãs abertas na janela da casa para trazer paz e harmonia para sua família"

ou:
 
"Faça uma cruz com dois pedaços de canela em pau e coloque-a escondida atrás da porta em sua escrivaninha".

  • Para ter amor

"Guarde uma rosa ou um amor-perfeito dentro de seu livro de poesia ou do seu romance favorito. Tenha-o sempre à cabeceira, pois este é um poderoso talismã".

         Perguntamos: qual é, então, na prática, a diferença entre a simpatia e a bruxaria? Ambas se apóiam em rituais, objetos e palavras para alcançar seus objetivos. Ambas utilizam elementos cristãos. Ambas definem apenas vagamente os poderes envolvidos na realização de seus "encantamentos". Em outras palavras, são usados apenas termos diferentes em relação ao mesmo tipo de prática. As forças malignas utilizadas pelos bruxos na História Antiga e Medieval continuam sendo acionadas por meio das chamadas "simpatias". O sincretismo cristão encobriu essa realidade, mas não pode mudar a essência do que realmente envolvem essas práticas.
         Os historiadores são unânimes em admitir que o catolicismo português trazido para o Brasil era fortemente influenciado pela bruxaria européia. Como resultado, as mesmas práticas continuam sendo realizadas "camufladamente". Logo, simpatias nada mais são do que bruxarias caseiras efetuadas por pessoas que apenas querem resultados e estão dispostas a fazer qualquer coisa para alcançá-los.

Livrando-se da simpatia

        "Andamos por fé, e não por vista" (2Co 5.7). Este é o fundamento da fé evangélica e bíblica. Quando o relacionamento diário com Deus se baseia em objetos, fórmulas, rituais e/ou palavras previamente estabelecidas, então ocorre um afastamento. Não importam quantas "graças" as pessoas digam que alcançaram por este meio, isto não prova que foi Deus quem realizou nada. O Novo Testamento rejeita completamente o uso de tais subterfúgios para se alcançar resposta divina, e o Velho Testamento só o faz quando é orientado por Deus e, mesmo assim, como símbolos espirituais de Cristo.
         Não se engane, caro leitor, mexer com simpatia é mexer com o oculto, e todo benefício que resultar disso é aparente.

"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios (receitas de simpatia e magia) [...] Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem. Tudo o que fizer prosperará" (Sl 1.1-3; parênteses do autor).

Sabedoria no Ano Novo


         No final de um ano e no limiar de um novo ano você certamente também já se admirou e disse: "O quê? Já chegamos novamente ao fim do ano?" Quando isso acontece, somos lembrados de como a vida humana é passageira, como o Salmo 90.9 diz tão bem: "...acabam-se os nossos anos como um breve pensamento". A nossa vida passa "como um suspiro" ou "como um sopro". Quanto mais velhos ficamos, mais rápidos parecem transcorrer os anos, pois cada um deles torna-se uma parcela sempre menor de nossa vida. E isso volta a nos lembrar que nossa vida é limitada, que o tempo que passamos sobre a terra tem um fim. Foi isso que levou Moisés a suplicar ao Senhor:

"Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio" (Sl 90.12).
 
        Que tipo de sabedoria Moisés pedia? Penso que foi a sabedoria de viver a vida de uma maneira que ela tenha valor diante de Deus. Nesse sentido o Senhor Jesus nos conclama a juntar tesouros nos céus (Mt 6.20) e Paulo nos exorta a buscar "as coisas lá do alto" (Cl 3.1-2). O que significa "do alto"? Paulo explica isso de maneira bem compacta nos versículos 12 a 14, mas poderíamos citar ainda muitos outros versículos bíblicos que dizem a mesma coisa:
 
"Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição".

         Vamos investir nessas coisas celestiais durante o novo ano, para que nossa vida seja cheia de uma riqueza que permanece eternamente? Repetidas vezes, como na passagem acima, o amor é exaltado no Novo Testamento como o alvo mais elevado que existe, e esse é o amor de qualidade superior, o amor com que Jesus nos amou, dando Sua vida por nós. Os ataques do inimigo nestes tempos finais se concentram sobre esse amor supremo. Jesus nos alertou a respeito em Seu sermão profético:
 
"E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor esfriará de quase todos" (Mt 24.12).

         Que façamos parte dos que se tornaram sábios pela Palavra de Deus, nos quais o amor não esfria pela injustiça que está tomando conta do mundo! Vamos nos animar mutuamente a sermos vigilantes e a orarmos para sermos considerados dignos de escapar de todas as coisas que têm de suceder e de estar em pé na presença do Filho do Homem (comp. Lc 21.36)!

Religião ou Evangelho?


"Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé - e isto não vem de vós, é Dom de Deus - não das obras para que ninguém se glorie." Ef. 2:8,9

         Desejamos refletir a respeito de algumas práticas religiosas do passado e do presente, e compará-las com o evangelho de Jesus Cristo. Observamos que quando abrimos qualquer livro que aborde a religião dos antigos, ele ensina que estava essa religião muito mesclada com a superstição.
         No antigo Egito, consideravam no seu panteão muitos deuses. Havia deuses para todos os gostos; havia um centro de cultos na cidade de Heliópolis, a cidade do Sol. O próprio deus do Sol era Rá, razão porque alguns faraós se consideram "filho do sol", adotando o nome de Ramsés, palavra formada de Rá (sol) e Mses (filho). Animais eram cultuados, o crocodilo (alguns podem ser vistos mumificados em museus), que era considerado deus da água; o gato, deus da alegria e do amor; o chacal era o guarda dos túmulos e deus dos mortos; Seu nome entre os egípcios era Anúbis. E o touro também, o deus Ápis. Quando o povo de Israel estava no deserto, notando a ausência de Moisés que estava no alto do monte Sinai, o povo pediu a Arão que fizesse um bezerro de ouro, uma reprodução do deus Ápis.
         Em outras civilizações, encontraremos o mesmo fenômeno. Na Assíria e na Babilônia, cultuava-se a natureza. O Sol (Shamesh) era cultuado; e havia uma deusa para a noite, a Lua (Nanna). O céu era cultuado com o nome de Ass; o deus do ar era Enlil, da água, Enki. A Mãe-terra era chamada Ninhursg, e a rainha do céu, Innana.
         Aliás, Gênesis 1 é uma verdadeira canção marcial. Por isso, no relato da obra criada parece no verso 11,

"E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie, cuja semente estava nele, sobre a terra. E assim foi"  Gênesis 1.11.
 
        Florestas, e campos eram cultuadas em Canaã como sendo a expressão da Mãe-natureza. O retorno à natureza era o grande desejo dos cananeus. No entanto, o Senhor está dizendo: "Vocês cultuam a natureza, mas Eu sou o Criador dessa natureza que vocês admitem como deuses".
         Mais adiante lemos: "Haja luminares". Eles eram cultuados, conforme vimos, no Egito, na Assíria, na Babilônia. Seres aquáticos foram cultuados: o peixe (na Filistia, Dagon), as aves (o íbis, no Egito). Em tudo Deus está dizendo, "Eu criei, enquanto vocês estão se dedicando a esses falsos deuses".
         Mas não é preciso ir ao passado. Hoje esse tipo de coisa acontece. Na Índia, o Hinduísmo ensina que a salvação se obtém através das boas obras. E uma pessoa vai realizando boas obras na sua presente vida e em outras do passado e do futuro de maneira a alcançar a purificar-se. Naquele país, ainda hoje existe o sistema de castas. A mais elevada é a dos brâmanes, os sacerdotes. Uma pessoa da casta dos sacerdotes não se casa com alguém de uma casta inferior. A seguinte é a dos militares, onde acontece o mesmo. Depois vem a dos comerciantes, e a dos agricultores, e por fim a dos "zé-ninguém", o pária, aquele cuja sombra tocando outra pessoa de casta acima, obriga-a a se purificar através de um banho porque ficou maculada pela sua sombra.
         No sistema hindu, se uma pessoa foi muito pecadora nesta vida, precisa cumprir a lei do Karma, tem que sofrer muito, e vai nascer numa casta inferior. Se era da casta militar, mas fez tanta coisa que não prestava nesta vida, tem que nascer numa casta inferior, como agricultor pôr exemplo. Mas fez tanto nessa outra condição que vai nascer como pária, e como pária foi tão ruim que pode nascer como um animal inferior. Por isso não matam animais. A TV Cultura mostrou o "Templo dos Ratos" alimentados com comida, com leite, e água levados pelas pessoas, que depois de bebida, e pisada pelos ratos é passada no corpo dos fiéis. Não é de admirar que na Índia haja uma explosão de epidemias por essa idéia que têm. Isso é hoje, e nem comem carne, porque a vaca, que é um animal sagrado, fica solta pelas ruas, atrapalhando, prejudicando o trânsito, mas ninguém tem a ousadia de matar uma vaca porque é considerada sagrada.
         Entre os nossos índios, ocorre o animismo, a idéia de que cada coisa tem o seu espírito. Existe o espirito das árvores, o espirito das águas, e o das nuvens, o espírito disso e daquilo. E cada pessoa que morre transforma-se num espírito vagante. Há uma cerimônia no Xingu chamada quarup, quando, todos os anos, derrubam uma grande árvore na da floresta de modo a ser cortada em vários pedaços que são pintados e enfeitados para a "dança do quarup" que, segundo eles, faz com que o espírito daquele que morreu se incorpore naquele pedaço de tronco. Dançam, choram e oferecem presentes pensando estar na alma do seu parente incorporado. Essa coisa está vindo para o nosso meio. O jornal está falando de uma psicóloga em Salvador que se intitula Xamã. E ela está trazendo o Xamanismo como meio de terapia. Xamanismo é feitiçaria, pois em algumas tribos o feiticeiro, o pajé é chamado xamã. Ë pajelança. Mulher preparada, ilustrada trazendo a feitiçaria?!

UM INSTINTO RELIGIOSO

         Que quer dizer tudo isso? Esses fatos nos dizem que há um instinto religioso na pessoa humana. Da mesma maneira que você tem o instinto de segurança, e o de alimentação, tem, igualmente, o instinto religioso que se encontra não só em cada pessoas individualmente falando, mas também em cada página da história. Por isso, Jesus disse: "Errais não conhecendo as Escrituras". E iam não somente atrás do crocodilo, atrás do peixe, ou atrás do trio elétrico, mas também atrás do xamanismo, porque pensam, sentem e querem algo que lhes satisfaça o instinto. E a religião é a expressão organizada desse instinto, razão porque o ser humano tem feito de tudo um deus: rãs, bois, sol, lua, árvores, etc. Isso quer dizer então, que todas as religiões sentem a mesma coisa, ou sejam elas primitivas ou altamente elaboradas. Todas são motivadas porque o ser humano necessita de Deus.

O EVANGELHO

         Mas há algo diferente e especial no evangelho de Jesus Cristo: enquanto as religiões são motivadas pelo instinto religioso do ser humano o evangelho é motivado pelo amor de Deus. Que extraordinária diferença! Voltando à Escritura, encontramos o texto que diz
 
"pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom [é presente que vem da parte] de Deus"   Efésios  2.8.

         O cristianismo tem suas raízes no conceito de salvação, o que significa que nada que você faça, nada, absolutamente nada lhe pode dar a salvação. Somente a graça de Deus pode salvar. É o que diz aqui:
 
"Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé - e isto não vem de vós, é Dom de Deus" (Ef. 2.8).

         Que ensinam os outros sistemas religiosos? Todos dizem que você precisa fazer alguma coisa para obter a salvação. Há os que dizem que você precisa realizar boas obras. "fora da caridade, não há salvação", dizem eles. Mas a Bíblia diz "não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef. 2.9).
         Há os que dizem que vem através dos rituais, das rezas, das penitências. Está registrado no livro dos Atos dos Apóstolos o discurso que Paulo fez diante dos intelectuais em Atenas, afina flor dainteligentzia ateniense. No meio do discurso ele citou,
 
"Homens atenienses, em tudo vejo que sois muito religiosos. Pois passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO... Portanto, sendo nós geração de Deus, não havemos de pensar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida pela arte e imaginação do homem. Mas Deus não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todos os lugares se arrependam" (17: 22,23 a 29, 30).

         Então vejam o interesse do evangelho não é que os deuses sejam aplacador, não é que se façam doações, ou rituais pelos quais espíritos sejam tranqüilizados, mas quer você seja salvo dos seus pecados, razão porque é perfeitamente correta a afirmação "O Cristianismo é uma religião de redenção."

Alimentando as Ovelhas ou Divertindo os Bodes


         Existe um mal entre os que professam pertencer aos arraiais de Cristo, um mal tão grosseiro em sua imprudência, que a maioria dos que possuem pouca visão espiritual dificilmente deixará de perceber. Durante as últimas décadas, esse mal tem se desenvolvido em proporções anormais. Tem agido como o fermento, até que toda a massa fique levedada. O diabo raramente criou algo mais perspicaz do que sugerir à igreja que sua missão consiste em prover entretenimento para as pessoas, tendo em vista ganhá-las para Cristo.
         A igreja abandonou a pregação ousada; em seguida, ela gradualmente amenizou seu testemunho; depois, passou a aceitar e justificar as frivolidades que estavam em voga no mundo, e no passo seguinte, começou a tolerá-las em suas fronteiras; agora, a igreja as adotou sob o pretexto de ganhar as multidões.
         Minha primeira contenção é esta: as Escrituras não afirmam, em nenhuma de suas passagens, que prover entretenimento para as pessoas é uma função da igreja. Se esta é uma obra cristã, por que o Senhor Jesus não falou sobre ela?
 
"Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15)

        isso é bastante claro. Se Ele tivesse acrescentado: "E oferecei entretenimento para aqueles que não gostam do evangelho", assim teria acontecido. No entanto, tais palavras não se encontram na Bíblia. Sequer ocorreram à mente do Senhor Jesus. E mais:
 
"Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres" (Ef 4.11).

       Onde aparecem nesse versículo os que providenciariam entretenimento? O Espírito Santo silenciou a respeito deles. Os profetas foram perseguidos porque divertiam as pessoas ou porque recusavam-se a fazê-lo? Os concertos de música não têm um rol de mártires. Novamente, prover entretenimento está em direto antagonismo ao ensino e à vida de Cristo e de seus apóstolos.
         Qual era a atitude da igreja em relação ao mundo? "Vós sois o sal", não o "docinho", algo que o mundo desprezará. Pungente e curta foi a afirmação de nosso Senhor:
 
"Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos" (Lucas 9.60).

        Ele estava falando com terrível seriedade! Se Cristo houvesse introduzido mais elementos brilhantes e agradáveis em seu ministério, teria sido mais popular em seus resultados, porque seus ensinos eram perscrutadores. Não O vejo dizendo: "Pedro, vá atrás do povo e diga-lhe que teremos um culto diferente amanhã, algo atraente e breve, com pouca pregação. Teremos uma noite agradável para as pessoas. Diga-lhes que com certeza realizaremos esse tipo de culto. Vá logo, Pedro, temos de ganhar as pessoas de alguma maneira!" Jesus teve compaixão dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca procurou diverti-los. Em vão, pesquisaremos as cartas do Novo Testamento a fim de encontrar qualquer indício de um evangelho de entretenimento. A mensagem das cartas é: "Retirai-vos, separai-vos e purificai-vos!" Qualquer coisa que tinha a aparência de brincadeira evidentemente foi deixado fora das cartas. Os apóstolos tinham confiança irrestrita no evangelho e não utilizavam outros instrumentos.
         Eles não pararam de pregar a Cristo, por isso não tinham tempo para arranjar entretenimento para seus ouvintes. Espalhados por causa da perseguição, foram a muitos lugares pregando o evangelho. Eles "transtornaram o mundo". Essa é a única diferença! Senhor, limpe a igreja de todo o lixo e baboseira que o diabo impôs sobre ela e traga-nos de volta aos métodos dos apóstolos. Por último, a missão de prover entretenimento falha em conseguir os resultados desejados. Causa danos entre os novos convertidos. Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o alcoólatra para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão! A resposta é óbvia: a missão de prover entretenimento não produz convertidos verdadeiros. A necessidade atual para o ministro do evangelho é uma instrução bíblica fiel, bem como ardente espiritualidade; uma resulta da outra, assim como o fruto procede da raiz. A necessidade de nossa época é a doutrina bíblica, entendida e experimentada de tal modo, que produz devoção verdadeira no íntimo dos convertidos.


Autor: Charles Haddon Spurgeon
 

 

A Assombrosa Cegueira da Sabedoria Mundana


"O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência." [Provérbios 9:10].

         Na semana passada um artigo no jornal chamou minha atenção e, após ler, fiquei novamente admirado com aquilo que caracterizo como "ignorância instruída". Um novo estudo sobre a prática do ensino e da promoção da auto-estima em nossas escolas chegou à conclusão que eles obtêm pouquíssimos resultados. Na verdade, quando os pesquisadores entrevistaram presidiários, constataram que, em sua maioria, eles na verdade eram narcisistas e estavam bem satisfeitos consigo mesmos! Logicamente, isso vai contra a posição há muito tempo assumida que a baixa auto-estima é que leva a uma vida de frustração, à falta de realizações e, então, como conseqüência, ao comportamento criminoso. Os pesquisadores descobriram que aqueles indivíduos com elevada auto-estima são muito mais propensos a responder com agressão contra qualquer um que se atreva a criticá-los. O artigo também dizia que neonazistas e os valentões nas ruas e nas escolas — típicos de grupos que combinam extrema auto-estima com violência — demonstram amplamente o fato que uma (a auto-estima) não reduz a outra (a violência). O mais trágico sobre tudo é que, junto com muitas outras concepções errôneas sobre o comportamento humano, isso pode ser esclarecido por um estudo cuidadoso da Palavra de Deus — a Bíblia cristã. As Escrituras ensinam que o homem é uma criatura caída, egoísta e depravada bem no íntimo de seu ser. Ele está afastado de Deus por causa de sua natureza pecaminosa, que foi herdada do primeiro homem, Adão, a cabeça federal de toda a humanidade. Em seu estado, o homem está espiritualmente morto em ofensas e pecados (Efésios 2:1), é um escravo de Satanás (Efésios 2:2), é incapaz de compreender aquilo que se discerne espiritualmente (1 Coríntios 2:14) e não buscará a Deus (Romanos 3:11).
         A sociedade em geral continua em sua incapacidade de reconhecer que toda a humanidade, por natureza, tem auto-estima demais! Amamos a nós mesmos e esse princípio fundamental é revelado pela tendência universal de "procurar ser o número um". O egoísmo é inerente e não é um comportamento aprendido. A maioria de nós passa muitos anos tentando crescer e "jogar limpo" com os outros, em uma tentativa de superar nossos instintos mais básicos. Essa característica pecaminosa e desonrosa é um fato tão óbvio de nossa existência, que parece razoável concluir que todos deveriam estar cientes dela. Mas, a julgar pelo fluxo contínuo de pronunciamentos mal-orientados que saem da boca dos "especialistas", é óbvio que esse não é o caso!
         Outro exemplo dessa falta de lógica foi demonstrada quando John Stossel, um repórter do programa "20/20" da rede de televisão ABC admitiu que sempre tinha acreditado naquilo que lhe foi ensinado sobre os fatos que contribuem para as diferenças no comportamento de meninos e meninas. Há anos que os cientistas do comportamento insistem que essas diferenças são moldadas estritamente pelos fatores ambientais e que os arquétipos têm um grande papel no processo. Em outras palavras, eles acreditam que o comportamento agressivo dos meninos e a delicadeza das meninas são aprendidos. Porém, incontáveis gerações de pais poderiam ter poupado o tempo, o trabalho e os gastos que esses cientistas tiveram com suas pesquisas — pois há muito tempo já concluíram por meio do bom senso e da observação pessoal que esses comportamentos são puramente genéticos! A admissão de Stossel ocorreu durante uma reportagem sobre os resultados de um extenso estudo que provava conclusivamente que a teoria estava errada. Você pode acreditar nisso? — Outro fato "científico" come poeira! Mas acredito que o maior exemplo de má "ciência" é a Teoria da Evolução no que se aplica à origem das espécies. Muitos homens sinceros da ciência dizem enfaticamente que a humanidade (e tudo o mais) evoluiu a partir de basicamente nada para alguma coisa e que isso aconteceu ao longo de uma série de processos aleatórios que ocorreram ao longo de milhões de anos. Eles insistem que isso não é mais uma teoria, ou uma hipótese, mas um fato científico. Como um número muito grande de cientistas respeitáveis apóia essa visão, há muitos anos ela é ensinada nas escolas. Os criacionistas são alvos de zombaria por causa de suas crenças e sua posição é rejeitada por ser uma questão de fé, não da ciência. Mas a Evolução é a única explicação aceita por aqueles que negam a existência de Deus e os atos da criação — especialmente por que eles não têm uma resposta sólida, factual e inegável sobre a origem de toda a matéria. É uma questão de admitir que Deus criou a partir do nada ou agarrar-se à única alternativa.
         Em vez de entrar em um longo argumento contra a Evolução, o que está fora da abrangência deste artigo, queremos meramente destacar a extrema fé que é necessária para alguém adotar essa posição! A probabilidade de os processos aleatórios produzirem a vida (ou "alguma coisa" que a ciência ainda não pode explicar) é infinitesimal. Ela é literalmente indefinível e contraria qualquer senso comum. Porém, indivíduos que em tudo o mais são inteligentes e sensatos agarram-se tenazmente a essa fé e somos ofendidos quando nos atrevemos a questionar a validade dela.
         Se a evolução é realmente um fato científico, eles não devem ter problemas algum em provar e satisfazer o painel de cientistas reunidos pelo Dr. Hovind. O fato absoluto sempre se sobrepõe ao viés pessoal e tenho certeza que esses homens e mulheres são pessoas íntegras. Uma vez que eles autenticarem os dados, o Dr. Hovind fará o pagamento! Assim, para aqueles que podem provar que a Evolução é um fato, aqui está sua chance de ganhar um bom dinheiro e silenciar todos nós, os ignorantes e pouco sofisticados jecas cristãos.
        Os dicionários definem sabedoria de vários modos — aprendizado, erudição e até mesmo bom senso estão incluídos, mas prefiro a definição de um pastor amigo meu. Ele diz que sabedoria, como a encontramos expressa na Bíblia, é "ver as coisas do modo como Deus as vê". É esse maravilhoso bem que a Palavra de Deus nos exorta continuamente a adquirir na maior quantidade possível. O livro de Provérbios contém várias dessas exortações:
 
"O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos." [Provérbios 1:5].

"O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência." [Provérbios 9:10].

"Porque o SENHOR dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade, para que guardem as veredas do juízo. Ele preservará o caminho dos seus santos." [Provérbios 2:6-8].

"Pois quando a sabedoria entrar no teu coração, e o conhecimento for agradável à tua alma, o bom siso te guardará e a inteligência te conservará." [Provérbios 2:10-11].
"Adquire sabedoria, adquire inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca." [Provérbios 4:5].

"A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possues na aquisição de entendimento." [Provérbios 4:7].

"Quão melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! e quão mais excelente é adquirir a prudência do que a prata!" [Provérbios 16:16].

         A partir desses versos, deve estar claro para nós que a verdadeira sabedoria envolve o uso correto do conhecimento. Mas o provérbio mais contundente de todos é sobre aqueles que buscam conhecimento meramente para fins educacionais e não se preocupam em usá-lo sabiamente — como vemos no seguinte:
 
"De que serviria o preço na mão do tolo para comprar sabedoria, visto que não tem entendimento?" [Provérbios 17:16].

         Alguém já disse que você pode pegar um tolo e educá-lo, mas tudo o que consegue obter com seus esforços é um tolo educado! Adolf Hitler vivia cercado de homens bem instruídos — vários deles tinham diplomas em cursos avançados — mas a história provou que todos eles juntos não possuíam senso comum suficiente para se igualar a um idiota mediano! Grande conhecimento sem a necessária sabedoria para usá-lo apropriadamente é uma maldição, não uma vantagem. A sabedoria humana deriva conclusões sem levar Deus em conta e, portanto, está condenada à eventual exposição como uma total inutilidade na melhor das hipóteses, e destrutiva, na pior. O "Terceiro Reich", de Hitler fez um grande estardalhaço no cenário internacional, mas sua destruição arrastou milhões de pessoas com ele — a maioria das quais foi enganada pela fé colocada em seus líderes saturados pelo ocultismo.
         Há muito tempo que um verso das Escrituras, encontrado em 1 Timóteo 6:20 me deixa intrigado:
 
"Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência." [1 Timóteo 6.20].

         É uma tendência natural para as pessoas respeitarem e seguirem aqueles que exibem aquilo que é visto como gênio intelectual e uma capacidade inata de liderança. Muitos de nós não foram abençoados com uma inteligência muito acima da média, de modo que gravitamos em torno daqueles que aparentemente possuem uma inteligência superior, dependendo deles para serem nossos líderes. Mas essa característica obviamente apresenta possibilidades perigosas e homens sem escrúpulos continuam a tirar proveito dela, causando muito sofrimento para a humanidade.
         A palavra grega traduzida como "conhecimento" no verso acima (1 Timóteo 6:10) é gnosis e é a palavra-raiz para "gnosticismo" — de acordo com a Bíblia, a crença errônea que a pessoa pode obter a vida espiritual por meio da busca do conhecimento. Ela é tão velha quanto o homem e, ao longo dos séculos, assumiu muitas formas, mas independente do nome atrás do qual ela esteja escondida, permanece sendo um veneno espiritual mortal para aqueles que são enlaçados por ela. A verdadeira iluminação espiritual não pode ser obtida por meio da investigação pessoal e do conhecimento adquirido. Essa mentira foi promovida primeiro por Satanás (surpresa, surpresa!!) em Gênesis 3:5 quando ele disse a Eva que comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal abriria seus olhos e ela seria "como deus". Mesmo no estado puro e perfeito em que vivia naquele tempo, Eva foi estimulada pela possibilidade de conhecer alguma coisa que estava proibida para ela. Satanás apertou exatamente o botão correto e, como um resultado direto da subseqüente desobediência de Eva, os homens pecadores têm desejado e ido atrás exatamente da mesma ilusão desde aquele dia até hoje. Os Illuminati, ou "os iluminados" são o ápice da pirâmide organizacional da Maçonaria e da Sociedade Rosa-Cruz e a religião deles é o gnosticismo.
         Daniel 12:4 diz:
 
"E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará."  Daniel 12.4

         Vários autores já observaram que estamos no meio de uma explosão do conhecimento e, com o advento do computador, o conhecimento científico tornou-se exponencial — ele literalmente dobra de tamanho em um período cada vez menor. Acredita-se que existam mais cientistas vivos hoje do que o total de todos os que já viveram no passado! Verdadeiramente, estamos vivendo em um tempo quando o conhecimento — a compilação das informações factuais — está cumprindo a profecia de Daniel. Mas, ao mesmo tempo, precisamos considerar cuidadosamente outro fenômeno que está se tornando um problema cada vez maior para a sociedade. A massacrante inundação de informações resultou no que está sendo chamado de "sobrecarga da informação" e, aparentemente, devido a todos os novos fatos e números a considerar, pronunciamentos estão sendo feitos que afetam grandemente as pessoas. Uma boa ilustração disso encontra-se no campo da medicina. Diziam que farelo de aveia era bom para reduzir o colesterol e milhões de pessoas correram para comprar um novo sucrilho para o café da manhã, porém mais tarde outro estudo contradisse essa idéia. Os remédios são aprovados somente para serem removidos do mercado após terem causado um "número inaceitável" de mortes. Vários procedimentos cirúrgicos são alternativamente elogiados e depois condenados. As questões monetárias estão basicamente dirigindo todo o negócio e a riqueza de novas informações está complicando a competição entre os grupos rivais. O público fica no meio do tiroteio, sem saber se deve comer farelo de aveia ou tomar a última pílula anunciada na televisão. Mas o simples fato que as opiniões das pessoas mudam de lado a cada novo acontecimento deve nos dizer alguma coisa! A percepção dos especialistas — sejam na medicina ou na política — é uma ferramenta poderosa nas mãos de qualquer pessoa que esteja determinada a fazer mau uso dela.
         Para que possamos resistir ao mal e às forças extremamente poderosas que estão trabalhando contra a sociedade, precisamos obter a sabedoria do alto.
 
"Na verdade é inútil estender-se a rede ante os olhos de qualquer ave."

         Em outras palavras, até os pássaros têm bom senso o suficiente para evitar uma rede quando eles a vêem sendo armada! Não devemos nós ter bom senso suficiente para manter nossos olhos abertos e observar as coisas que a Bíblia diz que estão para acontecer?
         Como acredito é o caso com a maioria das pessoas, respeito grandemente aqueles que usam a educação sabiamente em vez de permitir que ela os use. Mas preciso confessar ter uma atitude realmente ruim no que se refere à estupidez 'progressista' disfarçada de conhecimento. A conclusão ridícula que fatores ambientais determinam a diferenças entre meninos e meninas é um caso em vista. Quando pode alguém em sã consciência apresentar essa idéia de jumento, quando o bom senso e a observação claramente dizem o contrário? Muito freqüentemente esse tipo de coisa começa, como David Bay diz com relação à manipulação da opinião pública, quando um "especialista" respeitável pontifica sobre um assunto e as massas aceitam aquilo como verdade e sem questionar. A atitude "é assim porque o professor fulano de tal diz que é", é a maldição da academia! A não ser que os assuntos sejam minuciosamente dissecados e a capacidade de chegar à conclusões sábias transmitidas — o professor não ensinou de verdade. Meramente compilar o conhecimento por meio da memorização por repetição e aplicar testes não é educar. Obter informações específicas é agora mais fácil do que no passado, mas encontrar quem possua sabedoria e possa pensar "fora do caixote" está se tornando cada vez mais difícil por um sistema educacional controlado pelo governo, que está inclinado o promover a mediocridade por meio da uniformização.
        Como Provérbios 1:7 diz:
 
"O temor do SENHOR é o princípio do conhecimento..."  Provérbios 1.7

        Provérbios 9:10 então completa o pré-requisito para a verdadeira educação dizendo:
 
"O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência."  Provérbios 9.10

         Conhecimento sem sabedoria para usá-lo corretamente é perigoso. Quando o governo dos EUA virou suas costas para Deus ao proibir que a Bíblia fosse ensinada nas escolas públicas, colocou o último prego no caixão e tocou o sino da morte para a educação no que se refere às massas. Milhões de estudantes perfeitamente inteligentes estão sendo submetidos a um currículo tortuosamente projetado para moldar seu pensamento, em vez de ensiná-los a pensar. O cientista russo Pavlov provou a validade do reflexo condicionado com suas experiências com cães. Um sino tocava cada vez que os cães eram alimentados, com a intenção de fazê-los associar o sino com a comida. Após um período de tempo, os cães começavam a salivar esperando a comida sempre que o sino soava — mesmo que não fossem alimentados depois. Hoje, nossos jovens estão sendo doutrinados, em vez de serem educados, e isso não é nada menos que reflexo condicionado. Uma ênfase desproporcional em habilidades sociais (incluindo o incessante mantra "sinta-se bem consigo mesmo"), questões ambientais extremistas e uma cosmovisão em que a soberania nacional é abolida "para o bem de todos os envolvidos" há muito tempo substituiu o ensino acadêmico em termos de importância relativa. Matérias que antes eram obrigatórias agora são ignoradas. Geografia, por exemplo, é raramente ensinada e os testes mostram que alunos de faculdade são em geral tão ignorantes a respeito do assunto que não conseguem associar cidades com países, muito menos localizá-los em um mapa! As capacidades de expressão verbal e de se comunicar pela forma escrita estão no nível mais baixo de todos os tempos — provando para qualquer pessoa com discernimento que alguma coisa está terrivelmente errada. O desenvolvimento intelectual dos líderes de amanhã está obviamente sendo limitado para garantir o nível adequado de docilidade e facilitar a manipulação quando tudo for virado de cabeça para baixo na Nova Ordem Mundial do Anticristo.


Autor: Pr Ron Riffe  

A Obsessão com Crepúsculo


"Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela."  Gênesis 3:1-6

O fruto proibido é o mais doce ao paladar:

        "Edward não é como os outros rapazes que Isabella conheceu... Bem depressa, eles ficaram envolvidos em um arrebatador e heterodoxo romance — heterodoxo, pois Edward não é realmente como os outros rapazes. Ele pode correr mais depressa do que um leão das montanhas. Ele pode fazer um carro em movimento parar usando unicamente suas mãos. Ah, ele também não envelhece desde 1918. Como todos os vampiros, ele é imortal... Mas ele não tem dentes afiados... E também não bebe sangue humano, embora ele e sua família sejam singulares entre os vampiros nessa escolha de estilo de vida.".

A autora recebe a mensagem:

          "Isabella e Edward foram, literalmente, vozes em minha mente. Elas simplesmente não se silenciavam. Eu ficava até as altas horas da noite tentando digitar todas as coisas que apareciam em minha mente... Este tem sido um verdadeiro trabalho de amor, amor por Edward e por Isabella e todos meus demais amigos imaginários...".

The Wall Street Journal:

         "Crepúsculo é voltado para a alma coletiva dos adolescentes e certamente encontrará seu caminho até eles.".

Mensagem de correio eletrônico de pais preocupados:

         "Tenho visto muitas jovens cristãs lendo este e outros livros de Stephanie Myers. Eles são tão malignos! Minha filha me diz que a maioria das moças na escola cristã está lendo esses livros." Outro pai escreveu: "Todas as jovens na escola estão lendo esses livros. Sim, é uma escola cristã.".

         Se eu tivesse o objetivo de solapar o cristianismo, incitar a rebelião contra os pais, erradicar os valores bíblicos e alastrar o caos moral, faria os adolescentes lerem os livros da série Crepúsculo. Eu os faria afundar suas mentes e emoções no redemoinho emocional tenebroso do ocultismo sensual. Além disso, eu não os advertiria das conseqüências.
         Obviamente, meu objetivo real é o oposto: expor esse ataque à fé bíblica e equipar os potenciais leitores com informações que os ajudem a resistir à tentação de participar na jornada coletiva para o reino da mudança de mente do ocultismo. Os pontos a seguir mostram a furiosa guerra espiritual que certamente se intensificará nos próximos anos:
        1. Vampiros e lobisomens estão enraizados nas culturas pagãs de todo o mundo. As várias expressões históricas dessas criaturas míticas são manifestações pavorosas e sedentas de sangue de espíritos malignos. Ligadas às trevas, elas eram vistas como criaturas sobrenaturais da noite. As formas mais familiares de hoje foram criadas pelo folclore, pelos contos de fadas e por vilões memoráveis, como o Conde Drácula. Ambas as criaturas foram reimaginadas em formas mais humanizadas por meio dos livros da série Harry Potter e das populares Crônicas Vampirescas, da escritora Anne Rice.
         Entretanto, elas não são benignas. O amor arrebatador de Isabella pelo misteriosamente atraente Edward pode ser ficção, mas a obsessão sentida pelas leitoras adolescentes que 'vibram' com Isabella é muito real!! As jovens fãs da série se identificam com o dilema de sua situação, sentem seus temores e 'experimentam' a paixão. Elas gostam da história porque ela desperta emoções fortes e inesquecíveis — o tipo de emoções cativantes que podem melhor ser compartilhadas dentro do grupo de amigas, não com os pais.
         Durante o processo, elas também aprendem a desejar os estímulos místicos e paranormais que pertencem ao reino proibido que Deus chama de mal. Conhecendo bem nossas inclinações humanas, Ele nos adverte a evitar todas as formas reais ou imaginárias de ocultismo:
 
"E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe." [Efésios 5:11-12].

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei." [2 Coríntios 6:14-17].

        2. A fantasia e a imaginação podem transformar as crenças e valores mais rapidamente do que a realidade. Muitos de nossos leitores defendem seu amor pelo entretenimento ocultista com a seguinte justificativa: "Conheço a diferença entre a realidade e a fantasia." Mas isto não importa! Quer você conheça ou não, a ficção persuasiva e a experiência virtual podem modificar as mentes e implantar memórias duradouras mais eficientemente do que uma experiência real!
         As fantasias populares, com suas emoções ilimitadas e imagens inesquecíveis superam o pensamento lógico. As sugestões sutis delas enfrentam pouca resistência consciente. Concebidas para despertar as sensações e produzir fortes respostas emocionais, elas criam novas realidades nas 'mentes abertas' atuais! Como escreveu Chris Dede, um professor na Universidade de Harvard, que é um líder global no desenvolvimento de programas de tecnologia educacional: "A imersão sensorial ajuda os aprendizes a entenderem a realidade por meio da ilusão."
         Mas que tipo de realidade os aprendizes encontrarão por meio da ilusão? E como essas ilusões moldam suas vidas? As seguintes Escrituras nos dão uma pista:
 
"Não comas o pão daquele que tem o olhar maligno, nem cobices as suas iguarias gostosas. Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. Come e bebe, te disse ele; porém o seu coração não está contigo." [Provérbios 23:6-7].

"Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, antes andaram cada um conforme o propósito do seu coração malvado; por isso trouxe sobre eles todas as palavras desta aliança que lhes mandei que cumprissem, porém não cumpriram." [Jeremias 11:8].

"Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela." [Mateus 5:27-28].

"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna." [Gálatas 6:7-8].

        3. Deus nos diz: "Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem." [Romanos 12:9] Quando a juventude de hoje ama a experiência emocional do ocultismo popular, está dessensibilizando seus corações e suas mentes para o mal, está virando as verdades de Deus de cabeça para baixo. Além disso, com uma pequena ajuda da indústria da propaganda, ela já está virando os valores da nação de cabeça para baixo. Tudo isso se encaixa com os planos dos líderes globalistas e daquela antiga serpente em Gênesis.
         Marilyn Fergunson escreveu o seguinte em A Conspiração Aquariana:
 
"Somente poderemos ter uma nova sociedade se mudarmos a educação da nova geração."

         Esse processo requer que as pessoas rejeitem os sábios limites que Deus estabeleceu e "aborreçam" aquilo que Ele chama de bem. Essa mudança está ocorrendo agora!
 
"Tu amas mais o mal do que o bem, e a mentira mais do que o falar a retidão." [Salmos 52:3].

"Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!" [Isaías 5:20-21].

        4. O ocultismo supostamente benigno de Crepúsculo produz dissonância cognitiva. Os cristãos comprometidos (em contraste com os cristãos culturais) enfrentam uma forma de confusão mental e moral quando são confrontados com valores incompatíveis. Como a cosmovisão de Crepúsculo se choca com a verdade bíblica, os leitores são forçados a fazer uma escolha: Darão ouvidos aos valores ensinados no lar ou à mensagem tantalizadora desses livros e do filme?
         Muitos escolhem o caminho da contemporização. Essa dissonância moral leva os cristãos a modificarem seus valores de modo a solucionar o conflito. Afinal, eles não querem perder seus amigos ou a aprovação do grupo. Todavia, o único modo para obter a vitória com Deus é estar disposto a tomar uma posição pela verdade — seja lá qual for o custo.
 
"Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." [2 Timóteo 4:2-5].

        5. A conseqüência da contemporização é um novo sistema de crenças. Uma visitante nos escreveu o seguinte:
 
"Esses livros criam uma dependência parecida com as drogas. Se conseguem cativar os cristãos, que deveriam saber melhor, imaginem o que poderão fazer com os leitores que não são cristãos.".

         Ela está certa. Como os viciados, os leitores/fãs de Crepúsculo aprendem a desejar mais e mais do mesmo gênero — ou algo ainda mais chocante e sensacional. O único sistema de crenças que conheço que pode apoiar esses anseios sensuais e espirituais é a atual "Nova Espiritualidade" que está surgindo com as mensagens canalizadas de autores ocultistas como Neale Donald Walsch, Marianne Willianson e Barbara Marx Hubbard. Promovendo deuses falsos e práticas estranhas à Bíblia e usando nomes como "Abraão", "Deus" e um falso "Jesus", eles complementam as mentiras originais da serpente.
         Os ventos da mudança estão fazendo a fé e os valores que estiveram por trás do sucesso dos EUA se desvanecerem rapidamente. Preenchendo o vácuo está uma ideologia amoral, sedenta de poder e dependente de emoções que se choca com tudo o que era valorizado em nossa nação. Não é surpresa que estejamos enfrentando anarquia social e moral. Mas nosso Deus ainda reina! Ele continua a ser um refúgio para aqueles que O buscam!
 
"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade... Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido." [2 Timóteo 3:1-14].

        6. Redefinindo o mal. Poucos leitores/fãs de Crepúsculo vêem sua nova paixão como algo maligno. Afinal, Edward é um vampiro relativamente bom, não é? Embora deseje o sangue de Isabella, ele consegue reprimir sua vontade. Outros vampiros (e alguns lobisomens) na saga são frios assassinos, mas Edward é um bom moço! Não é? Além disso, a história deu origem a uma nobre missão.
       De acordo com um artigo intitulado "Fã de Crepúsculo sabe que não são apenas os vampiros que precisam de sangue", a caloura de faculdade Kayla Urban desenvolveu uma obsessão por vampiros. Ela também é uma doadora de sangue com fixação pela campanha de doação em sua cidade. Para ela, a mistura de fãs/leitores das histórias de vampiros de Crepúsculo e a necessidade de mais doadores de sangue parecem ser uma combinação lógica. A missão dela é nobre, como são também muitos dos projetos de serviço coletivo atuais. Tudo depende de quem define os padrões de certo e errado — Deus ou o homem! Enquanto o padrão de Deus é como uma âncora em uma tempestade, os valores do homem mudam com os ventos. Pois,
 
"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" [Jeremias 17:9].

         Desde o princípio, a natureza humana buscou alternativas para Deus e Suas diretrizes. A enganação espiritual deu origem aos vastos sistemas de crença ocultistas e à incessante manipulação pelas forças das trevas. Assim, os sacrifícios pagãos — uma corrupção devastadora do plano perfeito de Deus para Seu povo — se tornaram a norma em todas as partes do mundo habitado.
         Quando o sangue é drenado do homem ou de um mamífero, a vida termina. Nos sacrifícios no Antigo Testamento (agora substituídos pela morte e ressurreição de Jesus Cristo), um cordeiro sem mácula morria em lugar do povo de Deus. A morte vicária servia como expiação (pagava a pena pelo pecado), trazendo redenção. Por um período limitado de tempo, o pecado era coberto, o perdão era concedido e a pessoa santificada podia alegremente retornar à santa presença de Deus.
         Em contraste, os rituais pagãos freqüentemente envolviam sacrifícios humanos. As forças demoníacas que estavam por trás de Moloque, Baal e outros deuses requeriam sangue humano. O coração pulsante podia ser arrancado de uma vítima ainda viva, seu sangue colocado em uma tigela e oferecido ao "deus" sedento de sangue por aqueles que esperavam receber seus favores. Outros bebiam sangue humano para obter a força de suas vítimas. A cruel e repugnante deusa hindu Káli — com seus cabelos de serpente, colar de crânios humanos e uma comprida língua sangüinária — nos faz lembrar a perene fascinação do homem pela morte, pela crueldade, pelos símbolos da serpente e pelas forças tenebrosas do mal.
         Os frios e pálidos vampiros sedentos de sangue do passado eram expressões dessas forças cativantes. Hoje, os modelos mais elegantes e charmosos tornam todas elas ainda mais sedutoras.
         O sacrifício humano é proibido na Bíblia. Na verdade, Deus advertiu repetidamente o povo de Israel a não beber sangue, pois o sangue é a vida. Mas o povo não deu ouvidos. Quando eles começaram a copiar os cruéis sacrifícios de crianças de seus vizinhos pagãos, Deus levantou os exércitos de Babilônia para conquistar a terra e exilar seus habitantes.
         A morte auto-sacrificial de Jesus Cristo (o cordeiro santo e imaculado de Deus) difere radicalmente desses sacrifícios pagãos. Ele quis entregar Sua vida como expiação pelos nossos pecados e depois ressuscitou vitoriosamente da morte — trocando assim a antiga solução temporária para a depravação humana por uma redenção. Libertos do pecado, aqueles que crêem são unidos a Ele pelo Espírito Santo, um dom glorioso concedido àqueles que O amam, confiam Nele e O seguem.
 
"Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar." [Deuteronômio 30:19-20].

       7. O caminho de Deus para a paz e a vitória. Quando escolhemos seguir Seus caminhos, Ele nos dá um coração para O amarmos, olhos espirituais que possam conhecer e amar Sua Palavra, o conforto de Sua presença, e uma confiança em Seu cuidado constante — independente das circunstâncias ao nosso redor. As emoções enganosas de Crepúsculo são mais do que ruins quando comparadas com as maravilhosas riquezas que nosso Pastor promete àqueles que voltam suas costas para o mal e caminham com Ele.
 
"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." [Filipenses 4:6-8].

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Natal Veio do Paganismo, Existe Provas!


         Enciclopédia Católica (edição de 1911):

 
"A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do Natal".

         Orígenes, um dos chamados pais da Igreja (ver mesma enciclopédia acima):

 
"... não vemos nas Escrituras ninguém que haja celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo".

         Autoridades históricas demonstram que, durante os primeiros 3 séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como Igreja Romana (isto é, no século 4o). Somente no século 5o foi oficialmente ordenado que o Natal fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo.
         Se fosse da vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o aniversário do NASCIMENTO de Jesus Cristo, Ele não haveria ocultado sua data exata, nem nos deixaria sem nenhuma menção a esta comemoração, em toda a Bíblia. Ao invés de envolvermo-nos numa festa de origem não encontrada na Bíblia mas somente no paganismo, somos ordenados a adorar Deus, a relembrar biblicamente a MORTE do nosso Salvador, e a biblicamente pregar esta MORTE e seu significado, a vitoriosa RESSURREIÇÃO do nosso Salvador, Sua próxima VINDA gloriosa, sua mensagem de SALVAÇÃO para os que crêem verdadeiramente e PERDIÇÃO para os não crentes verdadeiros.

  • JESUS NÃO NASCEU EM 25 DE DEZEMBRO

        Quando Ele nasceu
 
"... havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho." (Lucas 2:8).

        Isto jamais pôde acontecer na Judéia durante o mês de dezembro: os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e [ainda mais à noite] os abrigavam para protegê-los do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas (Adam Clark Commentary, vol. 5, página 370). A Bíblia mesmo prova, em Cant 2:1 e Esd 10:9,13, que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frígidas noite, no campo. É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2:1).
 

  • COMO ESTA FESTA SE INTRODUZIU NAS IGREJAS?

        The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog) explica claramente em seu artigo sobre o Natal:

        "Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17 a 24 de dezembro) e comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano.
         As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã.
         Recordemos que o mundo romano havia sido pagão. Antes do século 4o os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém, com a vinda do imperador Constantino (no século 4o) que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos somaram a centenas de milhares.
         Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes pagãos, sendo o principal aquela festa idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria [carnal] muito especial. Agradava ao povo! Não queriam suprimi-la."

         O artigo já citado da "The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge" revela como Constantino e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol) levaram aqueles pagãos do século 4o (que tinham [pseudamente] se "convertido em massa" ao [pseudo] "cristianismo") a adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de dia do natal do Filho de Deus.
         Assim foi como o Natal se introduziu em nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome. Podemos chamar de leão a uma lebre, mas por isto ela não deixará de ser lebre.

         A Enciclopédia Britânica diz:


"A partir do ano 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitraica, o aniversário do invencível sol... os sírios e os armênios idólatras e adoradores do sol, apegando-se à data de 6 de janeiro, acusavam os romanos, sustentando que a festa de 25 de dezembro havia sido inventada pelos discípulos de Cerinto."

  • A VERDADEIRA ORIGEM DO NATAL

        O Natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia, fundado por Nimrode, neto de Cam, filho de Noé. O nome Nimrode se deriva da palavra "marad", que significa "rebelar". Nimrode foi poderoso caçador CONTRA Deus (Gn 10:9). Para combater a ordem de espalhar-se:
        - criou a instituição de ajuntamentos (cidades);
        - construiu a torre de Babel (a Babilônia original) como um quádruplo desafio a Deus (ajuntamento, tocar aos céus, fama eterna, adoração aos astros);
        - fundou Nínive e muitas outras cidades;
        - organizou o primeiro reino deste mundo.

         A Babilônia é um sistema organizado de impérios e governos humanos, de explorações econômicas, e de todos os matizes de idolatria e ocultismo.
         Nimrode era tão pervertido que, segundo escritos, casou-se com sua própria mãe, cujo nome era Semiramis. Depois de prematuramente morto, sua mãe-esposa propagou a perversa doutrina da reencarnação de Nimrode em seu filho Tamuz. Ela declarou que, em cada aniversário de seu natal (nascimento), Nimrode desejaria presentes em uma árvore. A data de seu nascimento era 25 de dezembro. Aqui está a verdadeira origem da árvore de Natal.
         Semiramis se converteu na "rainha do céu" e Nimrode, sob diversos nomes, se tornou o "divino filho do céu". Depois de várias gerações desta adoração idólatra, Nimrode também se tornou um falso messias, filho de Baal, o deus-sol. Neste falso sistema babilônico, a mãe e o filho (Semiramis e Nimrode encarnado em seu filho Tamuz) se converteram nos principais objetos de adoração. Esta veneração de "a Madona e Seu Filho" (o par "mãe influente + filho poderoso e obediente à mãe") se estendeu por todo o mundo, com variação de nomes segundo os países e línguas. Por surpreendentemente que pareça, encontramos o equivalente da "Madona", da Mariolatria, muito antes do nascimento de Jesus Cristo!
         Nos séculos 4o e 5o os pagãos do mundo romano se "converteram" em massa ao "cristianismo", levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos, dissimulando-os sob nome cristãos. Foi quando se popularizou também a idéia de "a Madona e Seu Filho", especialmente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema.
         A verdadeira origem do Natal está na antiga Babilônia. Está envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano desde há muitos séculos! No Egito sempre se creu que o filho de Ísis (nome egípcio da "rainha do céu") nasceu em 25 de dezembro. Os pagãos em todo o mundo conhecido já celebravam esta data séculos antes do nascimento de Cristo.
         Jesus, o verdadeiro Messias, não nasceu em 25 de dezembro. Os apóstolos e a igreja primitiva jamais celebraram o natalício de Cristo. Nem nessa data nem em nenhuma outra. Não existe na Bíblia ordem nem instrução alguma para fazê-lo. Porém, existe, sim, a ordem de atentarmos bem e lembrarmos sempre a Sua MORTE (1Co 11:24-26; Joã 13:14-17).

  • OUTROS COSTUMES PAGÃOS, NO NATAL: GUIRLANDA, VELAS, PAPAI NOEL

        A GUIRLANDA (coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas) que enfeita as portas de tantos lares é de origem pagã. Dela disse Frederick J. Haskins em seu livro "Answer to Questions" (Respostas a Algumas Perguntas): "[A guirlanda] remonta aos costumes pagãos de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do [atual] Natal. A árvore de Natal vem do Egito e sua origem é anterior à era Cristã."
         Também as VELAS, símbolo tradicional do Natal, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar ao deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à noite.
        PAPAI NOEL é lenda baseada em Nicolau, bispo católico do século 5o. A Enciclopédia Britânica, 11ª edição, vol. 19, páginas 648-649, diz:
 
"São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro... conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre... deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau..."

         Os pais castigam a seus filhos por dizerem mentiras. Porém, ao chegar o Natal, eles mesmos se encarregam de contar-lhes a mentira de "Papai-Noel", dos "Reis Magos" e do "Menino Deus"! Por isso não é de se estranhar que, ao chegarem à idade adulta, também creiam que Deus é um mero mito. - Certo menino, sentindo-se tristemente desiludido ao conhecer a verdade acerca de Papai Noel, comentou a um amiguinho: "Sim, também vou me informar acerca do tal Jesus Cristo!" - É cristão ensinar às crianças mitos e mentiras? Deus disse:
 
"... nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo;" (Lev 19:11).

        Ainda que à mente humana pareça bem e justificado, Deus, porém, disse:
 
"Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte." (Prov 16:25).

         Estudados os fatos, vemos com assombro que o costume de celebrar o Natal, em realidade, não é costume cristão mas, sim, pagão. Ele constitui um dos caminhos da Babilônia no qual o mundo tem caído!

  • O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A ÁRVORE DE NATAL?

        As falsas religiões sempre utilizaram a madeira, bem como as árvores, com fins de idolatria:
 
"Sacrificam sobre os cumes dos montes, e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, e do álamo, e do olmeiro, porque é boa a sua sombra; por isso vossas filhas se prostituem, e as vossas noras adulteram." (Os 4:13)

"Não plantarás nenhuma árvore junto ao altar do SENHOR teu Deus, que fizeres para ti." (Deut 16:21)

         Essas árvores ou pedaços de madeira serviam para adoração e culto doméstico. O pinheiro – símbolo natalino – possui a mesma conotação.

  • É BÍBLICA A TROCA DE PRESENTES?

        Biblioteca Sacra, vol. 12, páginas 153-155:
 
"A troca de presentes entre amigos é característico tanto do Natal como da Saturnália, e os cristãos seguramente a copiaram dos pagãos, como o demonstra com clareza o conselho de Tertuliano".

         O costume de trocar presentes com amigos e parentes durante a época natalina não tem absolutamente nada a ver com o cristianismo! Ele não celebra o nascimento de Jesus Cristo nem O honra! (Suponhamos que alguma pessoa que você estima está aniversariando. Você a honraria comprando presentes para os seus próprios amigos??... Omitiria a pessoa a quem deveria honrar??... Não parece absurdo deste ponto de vista?!...)
         Contudo, isto é precisamente o que as pessoas fazem em todo o mundo. Observam um dia em que Cristo não nasceu, gastando muito dinheiro em presentes para parentes e amigos. Porém, anos de experiência nos ensinam que os cristãos confessos se esquecem de dar o que deviam, a Cristo e a Sua obra, no mês de dezembro. Este é o mês em que mais sofre a obra de Deus. Aparentemente as pessoas estão tão ocupadas trocando presentes natalinos que não se lembram de Cristo nem de Sua obra. Depois, durante janeiro a fevereiro, tratam de recuperar tudo o que gastaram no Natal, de modo que muitos, no que se refere ao apoio que dão a Cristo e Sua obra, não voltam à normalidade até março.
         Vejamos o que diz a Bíblia em Mateus 2:1,11 com respeito aos presentes que levaram os magos quando Jesus nasceu:

"E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magoS vieram do oriente a Jerusalém, ... E, entrando na CASA, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, O adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-LHE dádivas: ouro, incenso e mirra."  Mateus 2.1,11

  • POR QUE OS MAGOS LEVARAM PRESENTES A CRISTO?

        Por ser o dia de seu nascimento? De maneira nenhuma! Pois eles chegaram muitas semanas ou meses depois do seu nascimento (Mt 2:16). Ao contrário do que mostram os presépios, Jesus já estava numa casa, não numa estrebaria.
         Então, os magos deram presentes uns aos outros para deixar-nos exemplo a ser imitado? Não! Eles não trocaram nenhum presente com seus amigos e familiares, nem entre si mesmos, mas sim presentearam unicamente a CRISTO.
         Por que? O mencionado comentário bíblico de Adan Clarke, vol. 5, pg.46, diz:
 
"Versículo 11 ("ofereceram-lhe presentes"). No Oriente não se costuma entrar na presença de reis ou pessoas importantes com as mãos vazias. Este costume ocorre com freqüência no Velho Testamento e ainda persiste no Oriente e em algumas ilhas do Pacífico Sul."

         Aí está! Os magos não estavam instituindo um novo costume cristão de troca-troca de presentes para honrar o nascimento de Jesus Cristo! Procederam de acordo com um antigo costume Oriental que consistia em levar presentes ao rei ao apresentarem-se a ele. Eles foram pessoalmente à presença do Rei dos Judeus. Portanto, levaram oferendas, da mesma maneira que a rainha de Sabá levou a Salomão, e assim como levam aqueles que hoje visitam um chefe de estado.
         O costume de trocas de presentes de Natal nada tem a ver com o nascimento do Cristo de Deus, é apenas a continuação de um costume pagão.

  • UM "NATAL CORRIGIDAMENTE CRISTÃO" PODERIA REALMENTE HONRAR A CRISTO?

        Há pessoas que insistem em que, apesar das raízes do Natal estarem no paganismo, agora elas não observam o Natal para honrarem um falso deus, o deus sol, senão para honrarem a Jesus Cristo. Mas diz Deus:
 
"Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, ...; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: 'Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu.' Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que Ele odeia, fizeram eles a seus deuses; ...". (Deut 12:30-31)

"Assim diz o SENHOR: 'Não aprendais o caminho dos gentios, ... Porque os costumes dos povos são vaidade; ...'" (Jr 10:2-3).

         Deus disse-nos claramente que não aceitará este tipo de adoração: ainda que tenha hoje a intenção de honrá-Lo, teve origem pagã e, como tal, é abominável e honra não a Ele mas sim aos falsos deuses pagãos.
         Deus não quer que O honremos "como nos orienta a nossa própria consciência":
 
"Deus é Espírito; e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade". (Joã 4.24).

         O que é a verdade? Jesus disse que a Sua palavra, a Bíblia, é a verdade (Joã 17:17). E a Bíblia diz que Deus não aceitará o culto de pessoas que, querendo honrar a Cristo, adotem um costume pagão:
 
"Mas em vão me adoram, ensinando doutrina que são preceitos dos homens." (Mt 15:9).

        A comemoração do Natal é um mandamento (uma tradição) de homens e isto não agrada a Deus.
 
"E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus" (Mat 15:6).

"Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e que ele odeia, fizeram eles a seus deuses..." (Deut 12:31)

         Não podemos honrar e agradar a Deus com elementos de celebrações pagãs!

  • ESTAMOS NA BABILÔNIA, SEM O SABERMOS

        Nem precisamos elaborar: quem pode deixar de ver nauseabundos comercialismo, idolatria, e contemporização, por trás do "Natal"?... E que diz Deus? Devemos "adaptar e corrigir o erro"? Ou devemos praticar "tolerância zero, separação total"?
 
"Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas." (Ap 18:4)

  • AFINAL, A BÍBLIA MOSTRA QUANDO NASCEU JESUS?

        Jesus Cristo nasceu na festa dos Tabernáculos, a qual acontecia a cada ano, no final do 7º mês (Iterem) do calendário judaico, que corresponde [mais ou menos, pois o calendário deles é lunar, o nosso é solar] ao mês de setembro do nosso calendário. A festa dos Tabernáculos (ou das Cabanas) significava Deus habitando com o Seu povo. Foi instituída por Deus como memorial, para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto, dias em que o Senhor habitou no Tabernáculo no meio de Seu povo (Lev 23:39-44; Nee 8:13-18 ).
         Em João 1:14
 
"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."  João 1.14

        Vemos que o Verbo (Cristo) habitou entre nós. Esta palavra no grego é skenoo = tabernáculo. Devemos ler "E o Verbo se fez carne, e TABERNACULOU entre nós, e...". A festa dos Tabernáculos cumpriu-se em Jesus Cristo, o Emanuel (Isa 7:14) que significa "Deus conosco". Em Cristo se cumpriu não apenas a festa dos Tabernáculos, mas também a festa da Páscoa, na Sua morte (Mat. 26:2; 1Cor 5:7), e a festa do Pentecostes, quando Cristo imergiu dentro do Espírito Santo a todos os que haveriam de ser salvos na dispensação da igreja (Atos 2:1).
         Vejamos nas Escrituras alguns detalhes que nos ajudarão a situar cronologicamente o nascimento de Jesus:
· Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 1 semana, 2 vezes ao ano. Durante os sábados especiais, todos os turnos ministravam juntamente; 1Cr 24:1-19.
· O oitavo turno pertencia a Abias (1Cr 24:10)
· O primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico – mês de Abibe Êxo 12:1-2; 13:4; Deut 16:1.

         Temos a seguinte correspondência:

 
Mês
(número)
Mês
(nome, em Hebraico)
Turnos
Referências
1
Abibe ou Nisã = março 1 e 2
Êxo 13:4 Ester 3:7
2
Zive = abril
3 e 4
1Re 6:13
3
Sivã = maio
5 e 6
Est 8:9
4
Tamuz = junho
7 e 8 (Abias)
Jer 39:2; Zac 8:19
5
Abe = julho
9 e 10
Núm 33:38
6
Elul: agosto
11 e 12
Nee 6:15
7
Etenim ou Tisri = setembro
13 e 14
1Rs 8:2
8
Bul = outubro
15 e 16
1Rs 6:38
9
Chisleu = novembro
17 e 18
Esd 10:9; Zac 7:
10
Tebete = dezembro
19 e 20
Est 2:16
11
Sebate = janeiro
21 e 22
Zac 1:7
12
Adar = fevereiro
23 e 24
Est 3:7

        Zacarias, pai de João Batista, era sacerdote e ministrava no templo durante o "turno de Abias" (Tamuz, i.é, junho) (Luc 1:5,8,9). Terminado o seu turno voltou para casa e (conforme a promessa que Deus lhe fez) sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu João Batista (Luc 1:23-24) no final do mês Tamus (junho) ou início do mês Abe (julho). Jesus foi concebido 6 meses depois (Luc 1:24-38), no fim de Tebete (dezembro) ou início de Sebate (janeiro). Nove meses depois, no final de Etenim (setembro), mês em que os judeus comemoravam a Festa dos Tabernáculos, Deus veio habitar, veio tabernacular conosco. Nasceu Jesus, o Emanuel ("Deus conosco").

DEUS ABENÇOE A TODOS EM NOME DE JESUS!